Especial: as principais tendências tecnológicas para o futuro

Conheça as principais tendências tecnológicas para o futuro da Transformação Digital

Você conhece as tendências tecnológicas para o futuro? Há algumas décadas a tecnologia vem se consolidando e transformando a humanidade de forma muito rápida ao introduzir novos conceitos e um vocabulário tecnológico que, hoje, já fazem parte do nosso dia a dia.

As Redes Privadas Virtuais (VPNs), o Wi-Fi e o bluetooth, por exemplo, transformaram o modo como trabalhamos e nos comunicamos com o mundo. E isso afeta nossas relações pessoais e também o universo empresarial.

A evolução tecnológica é gigantesca e imediata, mas o que vem pela frente? Como será o futuro da tecnologia? Uma coisa é certa: as perspectivas são as melhores possíveis.

Ao analisar um pouco o passado, é possível perceber a quantidade de recursos e ferramentas incorporados ao nosso cotidiano. E é graças a eles que ficou mais fácil e prático lidar hoje com os desafios da vida.

A boa notícia é que esse movimento de mercado não para e todos os dias mais ferramentas, tecnologias e recursos são lançados. Tem curiosidade para saber quais são as perspectivas para o futuro e quais são as próximas tendências tecnológicas? Prossiga com a leitura e fique por dentro de todas as novidades!

Fog computing: o futuro do armazenamento em nuvem

Tão arrojadas como o surgimento dessas novas ferramentas tecnológicas, as novas técnicas de armazenamento se ampliam constantemente. A mais atual delas tem o nome de computação em névoa (do inglês, fog computing) e promete tornar essa tarefa mais rápida, eficiente e segura.

Os serviços de armazenamento em nuvem já atingem grande expansão. Mesmo assim, ela não é suficiente para acompanhar a velocidade que as soluções proporcionadas pela internet das coisas exigirão futuramente.

Ou seja, para usufruir dos benefícios oferecidos, é necessário um método que a aperfeiçoe. A ideia é que ele permite analisar e gerenciar o ambiente para armazenar somente o necessário e, assim, agilizar determinadas situações.

Saiba como é seu funcionamento

É inserida uma camada a mais de poder de computação entre a nuvem e o dispositivo para possibilitar mais agilidade para o armazenamento, os processamentos e a análise de informações. A ideia é que a análise crítica esteja mais perto do aparelho e, assim, diminua o tempo ideal para resposta.

Dispositivos individuais viram nós de processamento que lidam com tarefas pequenas, sem precisar enviar todas as informações até a nuvem. Seu objetivo é ampliar a capacidade do computador, bem como do armazenamento em nuvem, em toda a rede.

Conheça alguns dos benefícios

Essa abordagem pode propiciar vários benefícios. Primeiramente, aumenta a capacidade de análise do big data, protege algumas tarefas fora da fila de armazenamento de informações da nuvem principal e viabiliza rapidamente sua conclusão.

Além disso, classifica as tarefas de acordo com sua prioridade, guarda ações críticas dentro do nó e deixa os dados disponíveis para que esperem alguns minutos por um nó de maior agregação. Ele, por sua vez, organiza muitos dispositivos conectados via internet, por exemplo.

Inteligência das coisas: a arte de pensar chega aos equipamentos

Quando falamos em inteligência das coisas (do inglês, intelligence of things), podemos vislumbrar um futuro não muito distante. Ela está sendo desenvolvida a passos largos para diversas aplicações e estará praticamente em todos os tipos de sistemas e soluções com os quais lidamos diariamente.

Guiada por uma inteligência preditiva e pela capacidade de unir alto poder de processamento de big data a uma proposta de diálogo com outros dispositivos, no futuro geladeiras, smartphones e televisões serão cada vez mais inteligentes.

É importante ressaltar três categorias básicas que já chamam a atenção: drones, robôs e veículos autônomos. Cada uma dessas áreas busca evoluir e atingir uma fatia cada vez maior do mercado para viabilizar a ampliação do negócio digital.

Imagine, por exemplo, um táxi que possa ser programado para cumprir uma agenda de compromissos, uma cesta de basquete que rastreie a margem de acertos das bolas arremessadas ou uma piscina que se aqueça automaticamente simplesmente porque você fará um churrasco naquele dia. Parece distante, mas esse futuro nunca esteve tão perto.

Interessante, não é mesmo? Pois é, não há como negar que a chegada desses objetos inteligentes vai facilitar nossas vidas e, à medida que evoluírem, devem se tornar mais populares e acessíveis.

Multicloud

Estamos vivendo a era do negócio digital. As pessoas, as indústrias e as empresas são continuamente atraídas pela diversidade e pela disponibilidade de recursos tecnológicos disponíveis no mercado.

As aplicações assumem o protagonismo e quase diariamente lançam recursos novos. Isso transforma os modelos antigos e configura-se como um desafio para as organizações — que precisam acompanhar e se adequar a essa evolução.

É nesse contexto que a multicloud tem se fortalecido. Por meio dela, os clientes têm muitas opções à disposição para fazer um melhor controle do custo e ainda recebem benefícios de acordo com a contratação da solução adequada para cada situação específica.

Trata-se de uma tendência tecnológica de âmbito mundial. No entanto, o Brasil ainda evoluiu pouco nesse aspecto e precisa trabalhar muito para entregar ao mercado consumidor nacional uma solução de cloud computing mais eficiente.

Com a transformação tecnológica, a computação em nuvem se tornou mais acessível, com vários players e recursos disponíveis. Como a demanda cresceu, houve uma expansão natural da oferta, com mais fornecedores, opções de funcionalidades diversificadas e diferentes possibilidades de composição de custos, de modo a agregar economia e eficiência aos investimentos.

É preciso lembrar que uma nuvem pode ser mais barata e melhor do que outra em alguns aspectos. Afinal, a tendência da multicloud é exatamente proporcionar a melhor relação custo-benefício.

Com essa nova abordagem, a empresa pode se concentrar nos requisitos de negócios e escolher fornecedores, infraestrutura e recursos com base em cada desafio proposto. Em vez de adotar uma única solução, ela permite adequação específica para processos diferentes.

Massificação da M2M: o futuro da transmissão de dados

Machine-to-machine (M2M) é a tecnologia que possibilita a transmissão de dados a um sistema por meio de um dispositivo remoto conectado a uma máquina. Trata-se de uma nomenclatura bem ampla, que pode descrever e definir tecnologias de rede que proporcionam a comunicação entre dispositivos em interações sem interferência ou assistência humana.

O mercado global de plataformas de terceiros para internet das coisas deve apresentar crescimento sólido nos próximos anos. Plataformas de terceiros são relativamente novas no mercado e representam uma grande diversidade em termos de funcionalidade e áreas de aplicação.

Elas possibilitam que empresas e organizações desenvolvam e lancem soluções de forma mais rápida e com custos mais baixos. E isso enquanto oferecem componentes padronizados que podem ser compartilhados por múltiplas soluções.

O mundo da comunicação máquina a máquina tem se movimentado gradualmente das soluções verticais de propósito específico para as aplicações multipropósito e colaborativas. Essas, por sua vez, se interligam com diferentes verticais da indústria, organizações e pessoas.

Edge computing: maior diversidade de cenários

A edge computing tem como base uma rede de pequenos datacenters com topologia em malha. Com isso, permite direcionar ou guardar dados minuciosos localmente, bem como enviar os recebidos para um local centralizado ou um repositório de armazenamento em cloud computing.

Ela facilita que os dados obtidos pela rede sejam elaborados ​próximos de onde surgiram. Isso evita que eles sejam enviados por meio de longos segmentos de rede para locais de dados ou plataformas de computação em nuvem.

A efetuação de edge computing é fundamental para uma diversidade de cenários. Um deles é quando os dispositivos inteligentes não têm boa conectividade e não é eficaz que permaneçam constantemente conectados a uma nuvem central.

Entre as vantagens da edge computing está a redução da latência, visto que os dados não precisam se mover de uma rede para uma central de dados ou nuvem. Isso é extremamente importante em situações nas quais as latências de milissegundos são intoleráveis — como em serviços financeiros ou na indústria.

Cloud brokers: uma ajuda para escolher o melhor recurso tecnológico

Os serviços na nuvem têm contribuído para que as empresas economizem com o armazenamento e a transmissão de informações seguras. E mais: permitem que elas desfrutem de maior agilidade e mobilidade em atividades corporativas e pessoais.

O conceito já parecia muito bom, mas os profissionais de tecnologia sempre buscam algo ainda melhor. Apesar dessa movimentação positiva, à medida que há maior concorrência, aumenta a qualidade do serviço e os preços caem. Apresenta-se, então, um dilema: qual fornecedor escolher?

Para facilitar esse momento de decisão, existe o cloud broker (corretagem de nuvem, em português). De maneira simples, trata-se de um profissional ou uma empresa que atua como um corretor que tem conhecimento em tecnologia, soluções cloud e consultoria, e pode ajudar a fazer a melhor escolha.

Como na corretagem de imóveis, o corretor de nuvem é o indivíduo responsável por ouvir as necessidades e as preferências do cliente para ajudá-lo a encontrar o que melhor atende e se encaixa no que ele procura.

Ou seja, ele é um corretor de serviços de nuvem que tem a função de conhecer a organização e suas expectativas e, a partir disso, buscar os provedores e os serviços mais eficientes e com o melhor custo. A ideia é contribuir para que a empresa atue sempre de maneira segura, eficiente e com gastos controlados.

Blockchain e hashgraph: o futuro das transações digitais

blockchain pode ser entendido como uma espécie de livro contábil público. Aliás, ele foi um recurso imprescindível para o surgimento da bitcoin, a moeda virtual mais importante do mundo. Por ser uma tecnologia totalmente inovadora, tem sido chamado de internet dos negócios.

Ele representa a organização de dados de uma entrada de contabilidade financeira ou de um registro de transação. Cada operação é assinada digitalmente para garantir sua autenticidade e evitar adulteração, de forma que o próprio registro e as transações associadas a ele sejam considerados de alta integridade.

Entretanto, o hashgraph promete ser uma alternativa mais interessante ao blockchain. Afinal, no que diz respeito a eficiência, rapidez e segurança, pode ser considerado como a grande revolução no mundo das transações digitais.

Trata-se de uma das tendências tecnológicas do futuro e oferece uma revolução semelhante ao surgimento da internet. Ele deve transformar consideravelmente a natureza dos sistemas econômico, político e social, bem como afetar indústrias e apresentar-se como um desafio para as empresas.

Desenvolvida pela plataforma de software Swirlds, ela pode ser integrada em aplicações com diferentes objetivos, denominadas de micropagamentos.

Ao fazer um paralelo entre os dois conceitos, porém, é possível perceber algumas diferenças. O hashgraph possibilita mais de 250 mil transações por segundo enquanto o blockchain chega a apenas 7 por segundo (e não permite definir a ordem em que elas aparecem, atrasar pedidos ou impedir que entrem no sistema).

Digital twin: mais uma máquina inteligente

A era digital é um assunto muito interessante que desperta boas discussões bem como traz inúmeras novidades, equipamentos modernos e máquinas inteligentes que causam impacto na produção industrial e em diferentes setores.

O digital twin, por exemplo, é uma alternativa virtual de um produto ou de sua linha de produção. Uma imagem digital em que várias tecnologias decorrentes, como internet das coisas, analytics, big data, cloud e software de simulação viabilizam funções essenciais.

A máquina inteligente é capaz de fazer uma cópia virtualizada de dados reais. Isso quer dizer que, no momento em que um novo produto é criado no plano físico, há a concepção simultânea de uma cópia no espaço digital com todos os seus aspectos.

Tudo é feito por meio de sensores que usam informações do ambiente e aplicam o conteúdo na simulação do digital twin. E, assim, os dados são analisados e testados na versão virtualizada.

A transformação digital traz inovações e novas possibilidades, mas também insegurança. Esses são os principais obstáculos que precisam ser superados.

O cenário atual tem dado sinal de que a superação acontece por meio da colaboração. Há casos em que máquinas e humanos se ajudam, unem forças, trocam conhecimentos e conquistam resultados. As máquinas se tornam mais inteligentes e tomam decisões mais eficazes, e os humanos tendem a ser mais seguros.

Quais as vantagens do gêmeo digital?

O digital twin possibilita criar, testar e até mesmo projetar um equipamento em um ambiente virtual. A digitalização tem demonstrado capacidade de inovar, uma vez que o digital twin contribui nas tomadas de decisões mais rápidas. Entre os benefícios associados ao digital twin estão:

  • agiliza o tempo de produção;
  • diminui custos;
  • aumenta a capacidade de adaptação;
  • otimiza a previsibilidade de lucros;
  • aperfeiçoa a margem de riscos e a correção dos erros.

Como implementá-lo na empresa?

É necessário reunir os equipamentos adequados e, principalmente, ter uma equipe bem preparada e disposta a modificar seu modo de trabalho. Assim, o grupo pode usufruir de todos os recursos tecnológicos disponíveis.

Da mesma forma, devem-se desenvolver sensores específicos para a modalidade de negócio e optar pelas ferramentas adequadas para a transmissão das informações. De forma geral, a computação em nuvem é o caminho indicado, visto que permite o acesso à rede e o envio de dados para uma central de análise.

Carta

As tendências tecnológicas do futuro já ocupam lugar de destaque em diversos setores. As empresas precisam estar preparadas para acompanhar essa grande inovação ou correm o risco de perder espaço para aqueles que investem.

Os avanços tecnológicos são imediatos e, a cada momento, surge uma nova ferramenta que possibilita mais segurança e iniciativas no universo do negócio digital. Desse modo, em um mundo de ataques direcionados, é importante que os líderes de gestão e segurança adotem uma abordagem contínua, como a Continuous Adaptive Risk and Trust Assessment (Carta).

A Carta possibilita tomadas de decisão com base no risco e na confiança, em tempo real, e com respostas imediatas e adaptadas. As ferramentas de segurança se acomodam em qualquer lugar para facilitar o gerenciamento de riscos advindos da disponibilidade que segue na velocidade dos avanços digitais.

Os arquitetos de informação e segurança precisam adotar testes de segurança em diversos pontos nos campos de trabalho DevOps de forma contributiva e transparente, para que os organizadores possam preservar o trabalho de equipe.

Aplicações e inteligência analítica: adaptação a diferentes contextos

A inteligência analítica é um recurso que ainda se encontra em fase de amadurecimento e engloba outros setores como a estatística, a ciência da informação, a modelagem de dados, a neurologia, a dinâmica de sistemas e a ciência da computação.

Ela tem como principais pilares a modelagem informacional e as técnicas de análise quantitativa. Isso oferece às empresas o entendimento do melhor contexto em que atuam para detectar importantes indícios de tendências.

A metodologia da inteligência analítica tem como vantagem a facilidade de se adaptar a contextos diferentes, o que permite um grande avanço exponencial em relação a modelos tradicionais.

Tecnologias vestíveis: os wearables já são realidade

Dispositivos tecnológicos que podem ser vestidos e vão de peças de vestuário a acessórios (óculos, sapatos, relógios, pulseiras e afins). Abrangem, ainda, eletrodomésticos, como fogões, micro-ondas, refrigeradores, máquinas de lavar roupa e aspiradores de pó — todos conectados a smartphones e TVs.

Wearables têm benefícios interessantes

O interessante dos wearables é a quantidade de informações importantes — especialmente para a saúde — que podem chegar em tempo real para os usuários. Antes, esses dados só eram obtidos em hospitais ou por meio de um profissional.

Entre as possibilidades mais comuns estão peso, batimentos cardíacos, passos e tempo de atividade física durante o dia. Graças aos avanços e ao baixo custo, novos dados já têm sido utilizados, como nível glicêmico e de estresse, temperatura e outros.

Robôs: presentes no cotidiano humano

O robô deixou de ser visto como uma máquina que executa apenas serviços repetitivos e padronizados e caiu no gosto da indústria. Eles estão sendo incorporados ao cotidiano e, cada vez mais, são utilizados em áreas e atividades que antes eram executadas exclusivamente por humanos.

A discussão acerca do uso de robôs tem ganhado ênfase, principalmente na Califórnia, o estado americano das startups — por lá, há investimentos significativos nesses androides. E eles seguem realizando diferentes trabalhos, de serviços de delivery de comida a segurança em diversos lugares.

O robô autônomo K9 tem a função de patrulhar áreas. Para isso, usa lasers, sensores térmicos, câmeras, GPS e alerta os serviços de segurança de atividades criminosas em potencial. A Knightscope tem um robô que participa de uma frota de combate ao crime e é uma opção mais econômica para a segurança.

Esse tipo de equipamento pode ser alugado e há opções a partir de US$ 7 por hora — ou seja, bem mais barato do que contratar um guarda de segurança.

Já existem inúmeras tendências tecnológicas para o futuro em desenvolvimento. Enquanto algumas ainda são estranhas e complexas, outras já começam a fazer parte de nosso dia a dia.

Leia também: CES 2018 – O que podemos esperar do futuro?

Na era da transformação digital, o homem é o maior beneficiado por esse movimento. Nossas vidas pessoais e profissionais nunca mais serão as mesmas, especialmente porque todos os dias algum novo recurso é lançado para trazer mais conforto, eficiência e segurança aos afazeres diários.

Tanto o cidadão comum quanto as empresas podem (e devem!) aproveitar esses recursos. Para isso, devem ficar sempre atentos às novidades e observar com atenção as inovações que surgem constantemente.

Afinal, elas oferecem mais praticidade e ajudam o ser humano a se envolver mais com o trabalho, a saúde e as relações sociais. Ou seja, elas devem trazer mais qualidade de vida ao homem contemporâneo.

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Fundador do Transformação Digital

Tiago Magnus atuou nos últimos 10 anos em projetos digitais, trabalhando com marcas como Lenovo, Carmen Steffens, Mormaii, VTEX, Carrefour, Centauro, entre outras, e como sócio de uma das principais agências digitais do Brasil. Hoje, é Diretor de Transformação Digital na ADVB e Fundador do TransformacaoDigital.com.