Você arriscaria dizer quais são as profissões do futuro?

Os profissionais que iniciaram suas carreiras nas décadas de 80 e 90 apenas começavam a ouvir falar sobre a internet e como ela mudaria suas vidas. Talvez nem imaginassem todas essas mudanças, de que mal nos damos conta hoje.

Mesmo que já tenha nascido na era digital, você deve ter percebido que, a cada dia, surgem novidades para facilitar e agilizar o seu trabalho: novos softwares e novas formas de se conectar com os colegas, dentro do escritório ou em qualquer outro lugar que tenha acesso à internet, por exemplo.

Você acredita que, daqui a 5 ou 10 anos, o que você faz será feito da mesma maneira e tão necessário quanto hoje?

Tentaremos excluir neste artigo as visões pessimistas. Em vez de prever a perda de muitos empregos, vamos nos concentrar nas novas possibilidades para aqueles que têm coragem de seguir as tendências inovadoras e apostar em um novo mercado. Confira:

O que você vai ser quando crescer?

Até as perguntas que escutávamos quando criança não fazem mais sentido na era digital.

Nem os nossos filhos têm respostas prontas quando os perguntam sobre a profissão dos pais.

Dentro da área de tecnologia, várias funções se desdobram para atender às particularidades do mercado e de cada cliente que uma empresa possa atender.

Empresas ligadas às finanças e educação precisam de profissionais que acompanhem as mudanças do mercado e agreguem ferramentas para otimizar os seus trabalhos.

A área de saúde também tem uma demanda crescente e começa a despontar entre as carreiras promissoras. Médicos, enfermeiros e toda equipe unem esforços para usar a tecnologia em prol do salvamento de muitas vidas.

Num futuro bem próximo, podemos visualizar que algumas das preocupações modernas criarão as carreiras do futuro como:

Sustentabilidade – necessitando de carreiras voltadas para a preservação e proteção do meio ambiente, incluindo a área de negócios, ciência e legislação.

Engenharia de Petróleo – essa fonte de energia muito importante em diversos setores da indústria demanda profissionais altamente qualificados para potencializar a sua utilização sem que as reservas sejam extintas.

Setor público de saúde – trabalhos das equipes de saúde em busca de cura de epidemias e novos tratamentos com o uso das novas tecnologias.

Engenharia Biomédica – área que conta com a criação de aparelhos e de órgãos artificiais que imitam as funções do corpo humano.

Robótica – assim como na saúde, outros setores como a oceanografia vêm utilizando robôs para aprimorar pesquisas e explorar locais onde o ser humano não chegaria sozinho. Programadores e operadores serão fundamentais nesse processo.

Segurança Digital – com o crescimento do uso da tecnologia, a preocupação com a segurança de dados demanda novos profissionais na área de TI.

Se, por um lado, muitas profissões podem ser extintas, principalmente pela automatização do trabalho, muitas outras podem ser criadas.

Uma projeção da PwC (PricewaterhouseCoopers), dividiu os riscos de automatização por áreas e países e mostrou que 48% dos trabalhadores americanos serão substituídos por máquinas nos próximos dez anos, assim como 35% na Alemanha e 21% no Japão.

Não podemos olhar para esses dados e perder as esperanças. Devemos entender que, se essa é a tendência, temos que pensar como faremos para entrar nessa onda e nos encaixarmos nesse novo modelo profissional.

A inteligência humana ainda é o que define e comanda o mundo robotizado apesar de ser dispensada em algumas funções. Um robô hoje pode operar um paciente, mas não sem o comando do médico.

Profissões que vêm e vão

Se, hoje, algumas profissões estão ameaçadas por causa do avanço da tecnologia, isso não é diferente do que já aconteceu em outras épocas.

Antes de você usar seu smartphone de qualquer lugar do planeta, seus avós com certeza esperaram na linha para falar com alguém, intermediados por uma telefonista, que era a responsável por fazer a ligação.

E as fotos demoravam para ser reveladas, sem a garantia de que sairiam boas e sem a possibilidade de filtros como os que usamos para correção de cores e iluminação.

A profissão de fotógrafo é um exemplo de uma função que evoluiu com a tecnologia, acompanhando as mudanças e se reinventando.

É uma habilidade para a qual as novas gerações deveriam estar preparadas, mas, se observarmos, nem as escolas nem as empresas estão prontas para isso.

Ainda temos, no Brasil, um modelo muito ultrapassado de educação e a tecnologia tem entrado de forma muito lenta nos ambientes de aprendizado. Enquanto isso, os alunos — nossos futuros trabalhadores — já vivem a transformação digital em seu dia a dia, informalmente.

A grande questão é saber se preparar, pois, quando alguns empregos desaparecem, a função é extinta porque quem a exercia talvez não tivesse a disposição e conhecimento necessários para assumir o que ele se tornou. Esse profissional estagnado não atende, portanto, às exigências que vêm junto com o uso da tecnologia.

Os diferenciais estarão no esforço individual para acompanhar as tendências de mercado e no aprendizado das novas tecnologias usando criatividade, imaginação, interação pessoal e pensamento crítico para a resolução de problemas.

Como serão as profissões do futuro?

Concordamos que muitas profissões irão surgir e outras desaparecer. Mas como elas serão? Já tentou imaginar?

Aqueles filmes de ficção científica que assistíamos já estão acontecendo e não ousamos mais duvidar quando lemos notícias sobre invenções e objetos que estão conectados à internet.

A Internet das Coisas (IoT) é uma realidade que tem afetado também o modo de trabalho, possibilitando que as pessoas que estão longe de sua sede possam utilizar dispositivos diferentes para se comunicar com outros colegas da empresa.

Previsões mostram algumas profissões que estarão em alta em 2018 como:

  • Cientistas de Dados
  • Estatísticos
  • Geriatras
  • Desenvolvedores e Engenheiros de Softwares
  • Biotecnólogos
  • Gestores de logística e abastecimento
  • Gerentes Comerciais
  • Controladores Financeiros
  • Especialistas em Marketing Digital
  • Técnicos de drones

Acompanhando as tendências, as funções nas quais a tecnologia está intrinsicamente ligada ganham espaço e, mesmo as outras listadas, também fazem uso dela de alguma maneira.

Podemos destacar a ascensão dos cientistas de dados. O poder da informação é inegável, mas ele só é entregue para os que sabem analisar com precisão e utilizar os mesmos para os fins necessários. O Big Data tem revolucionado o mercado, porém, de nada adiantaria uma gigantesca fonte onde não se pudesse separar a água cristalina da turva.

Uma aposta para as novas profissões é, certamente, saber olhar para os dados de forma efetiva e criar soluções para problemas.

As redes sociais, apesar de voláteis, são substituídas e repaginadas periodicamente conforme seus usuários.

Analistas do comportamento online serão bastante requisitados para quando houver crises e necessidade de reformulações que envolvam sentimentos e atividades humanas.

Fora da área tecnológica e sem nenhum uso da tecnologia, talvez não restem muitas opções, por isso se atualizar é sempre o melhor caminho.

Comente aqui neste post, se a sua função tem mudado e como a tecnologia tem afetado sua carreira. Conte-nos como você está se preparando para as profissões do futuro e vivendo nessa nova era digital!

Eduardo Wolkan

Cofundador do TransformaçãoDigital.com. Eduardo Wolkan é bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com ênfase em marketing e comportamento do consumidor. Entusiasta do meio digital e fascinado pela internet, fez do hobby sua profissão e hoje atua com projetos de transformação digital para empresas tradicionais.

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