Na atualidade, é difícil imaginar uma empresa que possa permanecer competitiva por muito tempo sem uma boa política de gestão de talentos. Embora estejamos passando por um processo dinâmico, complexo e abrangente de mudanças tecnológicas, a Transformação Digital sempre foi sobre pessoas.

Nenhum outro exemplo é mais enfático do que o das equipes esportivas. Mas por que o talento faria tanta diferença nos times das mais diversas modalidades esportivas e não no caso das empresas? Certamente faz!

Alguns talentos se destacam no empreendedorismo e, quando nos lembramos disso, nos apressamos em citar figuras emblemáticas como Steve Jobs. No entanto, em algum grau, muitas mais poderiam alcançar destaque. A gestão de talentos pode contribuir para isso no seu trabalho:

O que é gestão de talentos?

A gestão de talentos é uma mudança de visão e de abordagem nas políticas de contratação, treinamento e relacionamento com os colaboradores. O objetivo, como o nome indica, é reter os talentos capazes de contribuir para os objetivos estratégicos do negócio e para a entrega de um valor superior para os clientes.

Pode parecer que esses objetivos sejam comuns ao modelo antigo de RH. Contudo, a abordagem convencional tem limitações sérias para tratar talentos, ao menos na prática. A gestão de talentos assume uma postura mais amigável e uma visão mais holística.

Isso não impede a comparação, que é natural e esperada. Então, vamos fazer uma diferenciação entre as duas abordagens para deixar a nossa definição mais clara e definida para você:

A diferença do RH

Basicamente, as atividades de RH são mais voltadas aos processos. Especialmente no Brasil, onde convivemos com um alto nível de burocracia, os departamentos de RH trabalham grande parte do tempo em atividades formais e burocráticas. No final, o capital humano é tratado como um recurso, como indicado no próprio nome.

Esse conceito já foi superado pelas iniciativas de gestão de pessoas, mas não fugimos muito de passar a tratar funcionários por colaboradores, de investir em benefícios adicionais, treinamento, enfim; demos os passos importantes no sentido de uma política mais humana.

Porém, a gestão de talentos envolve uma postura colaborativa, que valoriza o aspecto humano, busca formas de retenção de talentos, mas também inova com uma postura que demonstra preocupação em contribuir para a gestão de carreira dos colaboradores.

Qual a importância da gestão de talentos?

Tenha em mente que, na atualidade, mesmo os maiores talentos se sentem inseguros em relação ao seu futuro profissional. Eles se perguntam sobre se o seu trabalho continuará existindo no futuro próximo, sobre o que devem fazer para se atualizar e sobre qual será a resposta da empresa ao processo de Transformação Digital.

Material complementar: Pesquisa “O Futuro do Trabalho”

Em princípio, pode parecer que os profissionais mais talentosos são mais seguros e de autoestima mais elevada, mas essa valorização pessoal também faz com que eles sintam que têm mais a perder. Em resumo, eles precisam de ajuda e você quer mantê-los ao seu lado, pois eles fazem a diferença.

Essa importância sempre existiu e foi considerada pelas empresas mais bem-sucedidas. Do mesmo modo que toda organização compete por clientes, o faz por colaboradores. Na verdade, a competitividade em relação aos clientes é influenciada pela capacidade de reter os melhores talentos.

Obviamente, existem outras variáveis de competitividade, mas mesmo algumas delas dependem dos talentos, pois são eles que ajudam a elaborar, desenvolver e estruturar todas as estratégias e a operação.

Contudo, ela nunca foi tão determinante. O motivo é simples: as empresas diminuíram o foco na operação, que agora pode ser automatizada, e passaram a focar nas estratégias e nos consumidores.

Esse é um efeito significativo da Transformação Digital, que agora faz com que qualquer empresa seja uma organização de dupla atividade. Ao mesmo tempo em que ela administra sua atividade principal, como manufatura, desenvolvimento, distribuição ou comércio, ela obrigatoriamente precisa gerir a tecnologia também.

Sem talentos, a tecnologia é fria e não gera o valor esperado para o cliente: quando não é utilizada com criatividade, de forma humanizada e voltada para resolver um problema relevante para o mercado.

Quais as melhores práticas de gestão de talentos?

Em agosto de 2018, a McKinsey divulgou uma pesquisa global para identificar os efeitos positivos da gestão de talentos. Com base neles, vamos relacionar as melhores práticas na área segundo a opinião dos mais de 1800 respondentes. Segundo o material:

“Embora não exista uma abordagem única para o gerenciamento eficaz do capital humano, os resultados da pesquisa revelam três práticas comuns que têm um impacto desproporcional na eficácia geral da gestão de talentos, bem como no desempenho organizacional: alocação rápida de talentos, o envolvimento da empresa na promoção de uma experiência positiva do funcionário e uma equipe do departamento pessoal estrategicamente ocupada.”

Alocação rápida de talentos

Apenas 39% dos entrevistados dizem que suas organizações são rápidas ou muito rápidas na realocação de talentos. Dentre eles, quase dois terços afirmam que os esforços de gestão de talentos melhoraram o desempenho, enquanto apenas 29% dos que reconhecem maior lentidão conseguem uma performance melhor. As ações apontadas que viabilizaram essa agilidade foram:

  • alocação efetiva de talentos em funções que facilitam e necessitam de habilidades específicas;
  • envolvimento da equipe executiva na gestão de talentos;
  • equipes pequenas e multifuncionais.

Envolvimento na experiência do funcionário

Na gestão de talentos, é um papel importante do departamento de gestão de pessoas garantir uma experiência positiva em todo o ciclo de vida do colaborador na empresa. Os 37% dos entrevistados na pesquisa, que percebem sua organização bem-sucedida nessa tarefa, têm 1,3 vezes mais probabilidade de relatar melhora de desempenho e 2,7 vezes de eficácia no gerenciamento de talentos.

Os aspectos que facilitam essa atenção com a experiência dos colaboradores são a agilidade de respostas na montagem de equipes e a alocação de talentos em situações que permitam que eles apoiem as estratégias do negócio.

Equipes estratégicas de gestão de talentos

Quanto mais alinhadas as equipes de pessoal com a estratégia organizacional, melhor o resultado da valorização dos talentos. Afinal, ele teria menos valor se os profissionais talentosos não se preocupassem com esses objetivos e com as prioridades do negócio.

O que mais favorece esse alinhamento, segundo o estudo, é a experiência multifuncional. Quando o colaborador desenvolveu várias atividades previamente, ele consegue uma compreensão holística da empresa e, consequentemente, de sua estratégia e das prioridades.

Para concluir, vale mencionar que a gestão de talentos é carregada de alguns dos aspectos mais marcantes do ambiente corporativo atual. As pessoas procuram e confiam mais em empresas autênticas, conscientes de seus papéis sociais e da importância dos seus colaboradores nesse contexto. Por isso, a negligência em relação à gestão de talentos pode prejudicar a inserção da empresa no ambiente atual e de forma inovadora.

Para entender os motivos de não negligenciar a prática, descubra aqui como a falta de talentos digitais afeta sua inovação!

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