O que é Inteligência Cognitiva?

Entenda o que é Inteligência Cognitiva

A capacidade de cada indivíduo de manipular informações e responder de determinada maneira a elas parece algo natural, certo? No entanto, você sabia que existe um termo para esse fenômeno? Já conhece o que é inteligência cognitiva? É sobre isso que falaremos hoje.

Inteligência cognitiva

As informações manipuladas pelos seres humanos podem existir através de ideias ou valores. É por causa da inteligência cognitiva que conseguimos discernir as relações entre os dados concretos e abstratos da nossa mente, por exemplo.

Basicamente, é graças a ela que somos capazes de aprender novos conteúdos a partir de atividades cerebrais que já elaboramos antes. Quando fazemos coisas novas — como aprender um idioma, preparar uma nova refeição ou andar por um novo local — estamos desenvolvendo nossa inteligência cognitiva.

Existem duas formas de atividade para a inteligência cognitiva: a criativa e a reprodutiva. Na primeira, criamos condições e situações nas quais a experiência é inexistente.

Já na segunda acontece um processo de identificação e reprodução das condições e situações já estabelecidas por um ambiente anterior.

O interessante é que não existe uma época errada para desenvolver a inteligência cognitiva. Ela pode receber atenção em qualquer momento da vida, desde a infância até a velhice. De fato, ela acontece até de maneira natural.

Na primeira infância, por exemplo, quem se perguntar o que é inteligência cognitiva vai identificá-la no processo natural de aprendizagem da fala, do andar e de outros aspectos naturais da vida humana.

Como funciona a inteligência cognitiva na tecnologia

A partir do que foi apresentado até aqui, fica mais fácil entender a inteligência cognitiva no mundo tecnológico, correto?

Quando falamos de inteligência cognitiva na tecnologia, estamos inevitavelmente nos referindo à inteligência artificial. Mas, como ela funciona?

A inteligência cognitiva na tecnologia é capaz de aprender com base em dados — uma das matérias-primas inovação —, aplicando modelos estatísticos para entender padrões de ocorrências ao longo de determinado período.

Um sistema cognitivo competente ainda pode gerar um raciocínio acessando enormes quantidades de dados, imitando a maneira como o cérebro humano funciona.

O desenvolvimento da inteligência artificial diz respeito também a uma maior compreensão acerca da inteligência cognitiva para as máquinas. Hoje, existem diferentes tipos de softwares capazes de atuar nas áreas de economia, saúde, finanças, entretenimento e varejo, por exemplo.

Leia também: Por que falamos sobre sistemas cognitivos nos dias de hoje

Como a tecnologia se aplica

Diagnóstico precoce  

Na área da saúde, é possível entender melhor determinadas doenças ao ler um material que humanamente seria muito mais difícil pela sua extensão. Já foram, por exemplo, publicados mais de 200 mil estudos sobre câncer. Além de existir mais de 4 milhões de mutações de genes ligadas à patologia.

Com a inteligência cognitiva de uma máquina, é possível navegar por dados e ter informações de cada genoma melhor trabalhadas, proporcionando um tratamento mais adequado para determinado paciente.

É o que faz, por exemplo, uma máquina chamada Watson Oncology, usada por mais de dez instituições de saúde nos Estados Unidos e no Canadá.

A ferramenta é composta por uma infinidade de pesquisas científicas e de dados de pacientes relacionados à doença. Todo esse material serve de subsídio para que vidas sejam salvas.

Normalmente, esse diagnóstico poderia levar semanas. Com a Watson, no entanto, em poucos minutos é possível ter uma resposta com 90% de assertividade, de acordo com os desenvolvedores,

Funcionários robôs

Um exemplo completamente diferente (e menos nobre) vem do estado norte-americano da Virgínia. Lá, o Hotel Hilton McLean Tyson Corner tem em sua recepção um concierge robótico.

O “funcionário” de 60 centímetros, batizado de Connie, usa o raciocínio cognitivo do sistema para responder dúvidas básicas dos clientes. Entre elas, questões sobre serviços do hotel, localização da academia e hora de fechamento do bar.

Já no hotel Aloft, em Cupertino, Califórnia, os hóspedes encontram o Botlr, que atende aqueles que solicitam uma escova de dentes ou um barbeador, por exemplo, na recepção.

Carros autônomos

Estamos na era digital, e já é conhecida a capacidade que a tecnologia de ponta tem quando se fala em veículos automotivos. Fala-se principalmente em como eles podem ser autônomos — com capacidade de realizar várias tarefas sozinhos —, embora na prática ainda sejam pouco acessíveis.

Nesse meio, existem empresas que fazem uso da inteligência cognitiva em suas máquinas. A NIVIDIA’s DRIVE PX2, por exemplo, trabalha com os principais fabricantes de automóveis do mundo no desenvolvimento de carros que podem dirigir sozinhos.

Além disso, essa mesma capacidade de cognição pode fazer com que os carros “conversem” entre si na pista, de modo a evitar qualquer tipo de acidente.

Fala-se também em outras comodidades, como a sugestão de rotas que evitam o tráfego excessivo com base em trajetos já feitos anteriormente, entre demais coisas.

Drones

A inteligência cognitiva vem sendo aplicada também no uso de drones. Trata-se de uma preocupação recorrente, por isso, já foi proibida pela Agência Nacional de Aviação Civil a utilização desses equipamentos no espaço aéreo.

Justamente porque os drones podem causar acidentes, já que poucos entendem de fato como controlar a ferramenta. Automatizando-os, assim como pode ocorrer com os carros, eles terão um trajeto próprio.

Isso pode impactar, por exemplo, na segurança pública. Os drones usados pelo governo poderão ter uma rota de vigilância — embora essa seja outra discussão a respeito da privacidade. O ponto é que a possibilidade existe, e graças à inteligência cognitiva.

A entrega de pacotes por drones também poderia revolucionar serviços como os dos correios, para ficarmos em outro exemplo simples.

Ambientes inteligentes

A computação cognitiva se estende aos sensores e sistemas que funcionam na inteligência ambiental.

A combinação de computação em nuvem, grandes dados, redes neurais e computação móvel possibilitará que as marcas compreendam o contexto em que seus usuários operam.

Conhecer o contexto permitirá às empresas realizar ações em tempo real com base em situações ambientais. Como isso se aplica? Simples, em sistemas de iluminação ambiente, por exemplo, o que permitirá uma economia grande de energia.

De acordo com especialistas, a computação ambiental desempenhará um papel predominante em situações mais cotidianas até o ano de 2020. Pouco tempo, não é mesmo? Já estamos em 2018. Tudo indica que teremos ainda mais evoluções nessa área.

Entendeu o que é inteligência cognitiva? Como você vê os assuntos que cercam essa questão? Para se aprofundar ainda mais sobre o tema, leia agora mesmo o nosso post sobre a computação cognitiva!