Novas carreiras: o que faz um Cientista de Dados?

Entenda o que faz um cientista de dados e como essa profissão está crescendo no Brasil e no mundo

Antes de responder o que faz um cientista de dados, é importante lembrar que o seu trabalho está diretamente ligado a uma das demandas mais desafiadoras da atualidade: analisar um grande volume de informações disponíveis.

Em razão disso, é uma profissão de muitas oportunidades para quem se sente à vontade com a tecnologia, a análise, a estatística e o mercado. Ao mesmo tempo, se você já definiu sua carreira, é fundamental entender como um cientista de dados pode ajudá-lo no seu trabalho. Então vamos direto ao assunto!

O que faz um cientista de dados?

Estamos falando do profissional que domina métodos científicos e estatísticos de análise de dados. Sua função é utilizar ferramentas capazes de extrair padrões e respostas desse material.

Pode parecer algo simples para quem tem facilidade de raciocínio lógico e habilidade com cálculos, mas, como a tarefa envolve dados desorganizados, também é importante a habilidade de transformar respostas subjetivas em um material útil, ou seja, em algo palpável.

Em outras palavras, o trabalho dele pode ser comparado ao de alguém que reúne, trata e organiza as peças de um quebra-cabeças e apresenta-as na forma de uma imagem. Depois de completa, ela fornece uma visão clara de um cenário que, até então, era desconhecido.

Dados estruturados e não estruturados

Obviamente, é bem mais complexo que isso. Principalmente, porque parte desses dados está organizada por categorias que permitem classificá-los e compará-los automaticamente. São os chamados dados estruturados — por exemplo, um campo que armazena o gênero de um cadastro de pessoas, dados sobre tráfego em um site ou números de vendas.

Contudo, há a classe de dados não estruturados. Normalmente, eles têm origem em inclusões feitas por pessoas. Podem ser mensagens de e-mail, postagens nas redes sociais ou relatos de clientes. Nesse caso, como não existe uma forma de classificá-los automaticamente, um profissional que não seja especializado não consegue fazer o trabalho sozinho.

Normalmente, será necessário encontrar palavras-chave que permitam identificar padrões comparáveis e usar recursos, ferramentas e algoritmos que automatizem o tratamento desses dados.

Aplicações

Como é possível deduzir, essa ciência tem várias aplicações. Em razão disso, exige conhecimentos específicos para atuar com dados relativos a:

  • estratégias de negócios: gerando informação para tomada de decisões;
  • comércio eletrônico: trabalhando com dados sobre compras para melhorar o atendimento, avaliar tendências e desenvolver produtos e serviços;
  • finanças: analisando dados sobre contas e transações diversas;
  • governo: para tomada de decisões, apoio na elaboração de leis e monitoramento de satisfação dos cidadãos;
  • meio cientifico: processando dados complexos de estudos e experimentos;
  • redes sociais: os dados de redes sociais ajudam a divulgar publicidade de forma segmentada, a melhorar a satisfação do cliente, a estabelecer tendências e a aprimorar recursos e serviços;
  • saúde: os registros médicos eletrônicos já são uma realidade, o que exige uma dedicação no seu uso para melhorar os serviços e, novamente, descobrir tendências;
  • telecomunicações: todos os produtos eletrônicos geram dados e eles podem ser usados para aprimorar o serviço.

Considerando o crescimento da aplicação de soluções de Internet das Coisas (IoT), que acumula dados detalhados coletados por meio de sensores, o campo de atuação do cientista de dados tem para onde crescer, assim como o seu material de estudo.

Qual a visão dos profissionais da área?

Segundo Meggie Von Haartman, uma especialista com bastante tempo na profissão, que trabalha gerando informações de marketing para uma empresa do Vale do Silício, 80% do tempo de trabalho é gasto com limpeza e levantamento de dados. Ao contrário do que as pessoas pensam: que tudo se resume a criar algoritmos complicados.

Ao contrário de Meggie, que aprecia uma boa cerveja após o expediente, Anthony Rose prefere café enquanto trabalha. Já dizem que a bebida é a matéria-prima de softwares e parece não ser diferente com dados.

Anthony levanta informações com o objetivo de melhorar a experiência de usuários do Uber. Segundo ele, não faltam dados para responder um grande número de perguntas se pudermos dedicar tempo suficiente para a tarefa. Ele compara a ciência de dados com a física de partículas, que é a sua área de formação.

A comparação do físico chama atenção para o fato de se tratar de uma profissão incluída em equipes multidisciplinares de pesquisa sobre aprendizado de máquinas. Neurocientistas, oceanógrafos, engenheiros e físicos integram a equipe de Danielle Dean, que lidera um grupo no departamento de inteligência artificial da Microsoft como cientista de dados.

Segundo Brad Morgat, da Booz Allen, as competências mais técnicas não representam o maior desafio. De fato, elas parecem mesmo ser um requisito. Ele está certo de que o diferencial está na capacidade de entender o objetivo que as pessoas têm quando solicitam uma informação e entregar o que precisam.

Quais as habilidades necessárias para um cientista de dados?

Brad já nos deu uma boa pista sobre uma das habilidades necessárias à profissão, mas podemos ir mais longe. Obviamente, o conhecimento sobre estatística é um requisito, mas também precisa ser apoiado pela capacidade de programar. Algo importante para criar ferramentas para facilitar as atividades da profissão.

No entanto, por mais que alguém tenha a estatística e a programação como competências, elas valem pouco sem capacidade analítica. Números são frios. A análise de dados que dá alma a eles e, fora do sentido figurado que acabamos de usar, cria um sentido capaz de responder a perguntas especificas que fazem parte do objetivo de cada trabalho.

Além disso, os dados precisam ser bem apresentados, o que exige capacidade de comunicação. Como os projetos envolvem vários departamentos de uma empresa, cada um com suas demandas, a capacidade de trabalhar em equipe aumenta significativamente de importância.

Quanto ganha um cientista de dados?

Segundo levantamos, o salário médio de um cientista de dados com menos de 5 anos de experiência é invejável: pode chegar a US$ 92.000 anuais. Isso, nos EUA, em 2016. Acima desse tempo acumulado, supera os US$ 100 mil dólares, chegando a quase US$ 150 mil após 20 anos de experiência. Como estamos falando da média, existem pessoas ganhando mais.

Considerando o padrão salarial nos Estados Unidos, é um bom ganho desde o inicio de carreira. Segundo relatório da Glassdoor, estamos falando do melhor trabalho na atualidade, considerando satisfação, salários e oportunidades.

Ficou claro o que faz um cientista de dados? Agora que você conhece detalhes da profissão, que tal entender melhor o papel dele na Transformação Digital? Ele se encarrega de uma tarefa importantíssima nesse processo de mudança, que é vencer o desafio de trabalhar com a enorme quantidade de dados disponíveis na atualidade.

Para isso, confira a postagem que selecionamos sobre o tema: “O papel do Big Data na Transformação Digital”. Não perca!