Mapeamento de competências: construindo times de inovação

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O mapeamento de competências é uma metodologia fundamental para a Transformação Digital. Especialmente porque ela não é um processo mecânico e puramente técnico. A mudança começa com as pessoas, e isso depende do desenvolvimento das competências certas, no momento que são exigidas.

Por isso, treinamentos e capacitações aleatórias e sem complementaridade agregam apenas ganhos incrementais. Para trilhar o caminho da inovação, é preciso mais.

O que é mapeamento de competências?

O mapeamento de competências é uma metodologia utilizada para avaliar as habilidades dos funcionários de uma empresa. O objetivo dessa atividade é criar um programa de desenvolvimento profissional que seja específico para cada área, que engaje os colaboradores e, principalmente, que seja replicável para que o progresso de toda a empresa seja exponencial.

Três das principais vantagens de utilizar uma metodologia como essa são:

  • definir funções organizacionais com habilidades padronizadas;
  • mapear funções existentes para papéis desejados;
  • medir lacunas e falta de habilidades na empresa.

Os objetivos estratégicos exigem que validemos ou desenvolvamos linguagens comuns para definir habilidades e conhecimentos. Por isso, a padronização de habilidades melhora a consistência e remove problemas de comunicação.

Como o mapeamento impacta as empresas em meio à Transformação Digital?

Atualmente, as habilidades são outras no universo empresarial. Elas não são tão técnicas como foram no passado e, por isso, são menos objetivas, o que dificulta a avaliação. Ainda assim, estão presentes na rotina das organizações.

O importante é a forma como você desenvolve suas atividades, a dinâmica que aplica a elas e como o seu conhecimento é aproveitado na prática com o time. Além disso, as demandas por novas habilidades surgem conforme novas atividades passam a fazer parte rotina. Em razão disso, os profissionais de hoje precisam desenvolver aptidões como:

Solucionar problemas

Você pode criar soluções com conhecimento técnico e, obviamente, ele é necessário. Mas o que faz diferença é como a criatividade é capaz de contribuir para que ela forneça uma experiência intuitiva e agradável ao usuário.

Se adaptar

Essa competência está relacionada à resiliência, a habilidade de suportar mudanças e de se reinventar. Além disso, o mundo se altera o tempo todo e, cada vez mais, será preciso se adequar ao novo em um período de tempo mais curto.

Ser um bom gestor do tempo

Essencialmente, planejar o tempo é saber priorizar tarefas e eliminar comportamentos e problemas que geram desperdício desse precioso componente. No mundo digital, as principais matérias-primas são “o café” e o tempo. Tudo com uma pitada de bom humor, que acabamos de exercitar.

Se organizar

A organização anda de mãos dadas com a gestão do tempo, pois ambos interferem na produtividade. Quem não é organizado vai se perder em algum detalhe dos processos uma hora ou outra.

Se comunicar

A comunicação não serve para convencer as pessoas — esse objetivo pode ser alcançado mais facilmente demonstrando resultados. Uma boa fala e escrita ajuda as pessoas a se entendam e façam o trabalho fluir sem atrito de informações ou falhas de entendimento. Fundamental, não é mesmo?

Como começar a mapear as competências para criar times voltados à inovação e ao digital?

Configure uma lista das principais competências

O primeiro passo é definir as competências importantes para que o seu negócio, especificamente, possa inovar. Nessa tarefa, procure uma compreensão holística do que os membros de sua equipe devem conhecer. Como exemplo, listamos algumas competências importantes para projetos de design de produto.:

  • habilidade de pesquisa;
  • de avaliação das necessidades do usuário;
  • avaliação de usabilidade;
  • de elaboração e uso de métricas;
  • prototipagem;
  • design de interação;
  • design visual;
  • escrita;
  • gestão de clientes;
  • cooperação profissional;
  • negócios e estratégia;
  • desenvolvimento;
  • facilitação em workshops.

Defina o que essas competências significam na prática

O que essas competências significam na prática? Elas não têm uma função formal, mas sua importância está no que elas permitem entregar em termos de valor para o cliente. Essa definição também é fundamental em termos de direcionamento e priorização de cada uma delas.

Configure diferentes níveis de conhecimento

Trata-se de definir uma escala para as competências. Assim, é possível medir o nível de conhecimento de cada indivíduo nessas áreas. Também ajuda as pessoas a identificarem seus pontos fortes e fracos para avaliar o progresso ao longo do tempo.

Você pode trabalhar com seis níveis com o objetivo de medir o nível de conhecimento:

  • 0 – Completamente desconhecido: não entende a competência;
  • 1 – Novato: compreende a competência e sua importância;
  • 2 – Iniciante Avançado: demonstra essa competência sob supervisão ou com incentivo;
  • 3 – Competente: demonstra essa competência independente de supervisão ou incentivo;
  • 4 – Proficiente: incentiva ou supervisiona outras pessoas nessa competência;
  • 5 – Especialista: desenvolve novas formas de aplicar essa competência.

Avalie cada membro da equipe usando um mapa de competências

Com essas etapas, você terminou de projetar sua ferramenta de mapeamento de competências. Agora é preciso experimentá-la, usá-la e, se necessário, aprimorá-la. A forma como essa avaliação é desenvolvida é bastante importante.

Tenha em mente que a autoavaliação normalmente não é tão precisa quanto um bom feedback. Por isso, é recomendável o envolvimento do grupo. Até porque a habilidade de se relacionar com a equipe é uma competência comum nas organizações.

Forme grupos não muito grandes e peça que preencham formulários pré-elaborados e estruturados para si próprios e aos colegas do grupo. Eles devem ter trabalhado juntos para que possam emitir suas opiniões. Além disso, mescle integrantes novatos e especialistas, pois os primeiros tendem a superestimar sua competência, enquanto os mais experientes costumam ser mais céticos e fazer o contrário.

Depois, é o momento de discutir e mapear as competências, relacionando as que os colaboradores desejam melhorar nos meses seguintes.

Priorize as competências

Agora que cada membro da equipe tem seu mapa, é preciso responder a algumas perguntas: em qual desenvolvimento de habilidades você deve se concentrar primeiro? Como você pode determinar as áreas de especialização mais importantes para sua equipe no momento? Essa definição vai permitir traçar um plano. Ela é o produto final da metodologia.

E, para concluir o artigo, temos uma pergunta definitiva sobre o mapeamento de competências: o que acontece quando os planos de carreira em sua organização não são elaborados?

Permita que seus colaboradores tenham prazer em seu trabalho ao buscar a realização profissional!

Para continuar aprendendo, entenda a importância de uma nova cultura organizacional desenhada para a Transformação Digital!