Design Sprint: a união tirando ideias do papel

Entenda o que é Design Sprint, como funciona e como aplicá-lo à sua empresa

Longas reuniões às vezes parecem um mal necessário. Elas podem ser improdutivas em determinadas situações, mas a atividade de gestão é como construir uma colcha de retalhos com a junção de pedaços de ideias de cada departamento. O Design Sprint resolve esse problema nos casos em que a pauta é o desenvolvimento de produto.

As ferramentas de design não são novidade para resolver esse tipo de situação, mas cada uma tem sua função e, se você não domina ou conhece a metodologia de Design Sprint, corre o risco de estar utilizando alternativas menos eficientes onde ele poderia funcionar melhor.

Para acabar com esse problema, leia este post e saiba tudo sobre o assunto!

O que é Design Sprint?

O Design Sprint é uma metodologia participativa que envolve equipes da empresa no desenvolvimento de uma ideia. Elaborado pelo Google Ventures, é uma maneira ágil de definir e materializar um produto em um curto espaço de tempo.

Como funciona a metodologia?

São cinco dias de trabalho intenso onde se juntam práticas de estratégia de negócios, inovação, ciência do comportamento e design. A ideia é reduzir em uma semana o tempo de discussões intermináveis e idas e vindas de um projeto.

O Design Sprint é executado por um responsável pelo evento e tem como objetivo principal identificar o desafio que a equipe deve resolver e recrutar as pessoas certas para participar dele. Ainda assim, não é uma série de passos inflexíveis. Adaptações podem ser feitas de acordo com os objetivos. Confira os passos.

01. Primeiro dia

O primeiro dia serve para a troca de informações. Cada envolvido transmite seu conhecimento específico sobre o projeto para os outros de forma a garantir que todos tenham uma visão abrangente e sistêmica.

02. Segundo dia

O segundo encontro é utilizado para o desenvolvimento individual das ideias. Cada membro do grupo elabora suas próprias separadamente e depois, todos manifestam suas opiniões e votam nas suas alternativas preferidas.

03. Terceiro dia

Nessa etapa ocorre uma segunda votação para escolher uma única ideia. Depois disso, é o momento de construir um modelo cronológico para o desenvolvimento do protótipo.

04. Quarto dia

No quarto encontro, os testes do dia seguinte são preparados e o protótipo é construído. A equipe se divide para executar as duas tarefas.

05. Quinto dia

O protótipo é testado e as ideias são submetidas a avaliação de pessoas que não participaram da sua criação para buscar simular a experiência do consumidor. A ideia é que, no final do dia, o projeto tenha sido aprimorado e os eventuais problemas tenham sido descartados.

Quais são os benefícios do Design Sprint?

Antes de tudo, a metodologia otimiza o processo de desenvolvimento de uma ideia. Por isso, o principal benefício é conseguir desenvolver algo sem desperdiçar tempo com atividades improdutivas e pouco objetivas.

Além disso, o Design Sprint tem o mérito de validar a ideia do ponto de vista do usuário. Esse é um ponto chave. Afinal, se envolver com o desenvolvimento detalhado de um protótipo e, no momento de colocá-lo no mercado, perceber que a solução não é aceita é um grande desperdício de tempo e recursos.

Isso significa que as falhas são eliminadas logo de início, o que também evita frustrar o público com um lançamento equivocado. Além disso, envolve equipes de forma colaborativa, o que amplia as possibilidades de sucesso, melhora o engajamento do time e resolve eventuais conflitos departamentais antes mesmo que ocorram.

Quando aplicá-lo?

Não é raro que as metodologias da moda sejam apontadas como solução para qualquer problema, mas obviamente, não é assim que funciona. O Design Sprint é ótimo para ser aplicado:

  • na elaboração de um processo — no desenho de uma ideia;
  • para desenvolver um produto;
  • para criar uma visão compartilhada entre equipes;
  • quando existe um impasse ou impedimento para a realização de um projeto;
  • quando é preciso agilizar o desenvolvimento.

Quando não aplicá-lo?

Porém, há situações em que ele não se aplica — como quando falta alguma informação. Se, logo no primeiro dia, os participantes não estiverem em condições de informar os colegas sobre as implicações do projeto em sua área e sobre necessidades e posicionamentos do cliente, ele estará comprometido.

Afinal, para poder desenhar algo significativo para as pessoas, você precisa primeiro aprender sobre elas. Se esse conhecimento não estiver disponível, será necessário organizar um levantamento prévio para construí-lo.

Outra situação é quando não existe um problema de design de produto. Isso ocorre porque a metodologia foi desenvolvida com base na prototipagem. Se não for possível desenvolvê-la, você estará fazendo outra coisa que não é Design Sprint.

Em consequência disso, temos uma terceira situação limitante que é quando o protótipo é complexo e demanda um longo período para ser construído. Podemos até cogitar que um pequeno alongamento dos prazos não prejudicaria o resultado final. Contudo, não se trata apenas de desenvolver uma versão de testes, mas de testá-la e ajustá-la.

Isso não significa que elementos da metodologia não possam ser utilizados para desenvolvimentos em que ela não se aplica. Porém, para isso, é preciso entender todos esses detalhes de forma a estar em condições de aproveitá-los acertadamente.

No que o Design Sprint é diferente?

Para concluir, fizemos uma rápida comparação com outras metodologias que, eventualmente, podem ser confundidas com o Design Sprint. São elas:

Agile

O Agile é um conjunto de metodologias utilizadas para agilizar o desenvolvimento. Em conjunto, elas garantem uma estrutura conceitual de desenvolvimento com o objetivo de agilizar o processo de engenharia de software e minimizar o risco de trabalhar com prazos mais curtos. É mais relativa à “como fazer” e não exatamente “o que fazer” — que é algo pré-definido.

Design Thinking

Design Thinking é a aplicação de um conjunto de ferramentas que promovem inovação. É um processo que desenha um modelo, mas não os passos para executar sistematicamente a tarefa de desenvolvimento do produto — como ocorre com o Design Sprint.

Com essas comparações fica claro que, entre outras alternativas, quando o Design Sprint é aplicado nas situações adequadas é um método muito mais simples e funcional. Esperamos que lhe seja útil e que possamos lhe surpreender com outras ferramentas.