51% dos pedidos realizados no e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2019 foi feito por mulheres. E elas gastam menos do que eles: o ticket médio entre o público feminino ficou em R$ 379,50 enquanto o deles chegou a R$ 462,40. É o que diz a pesquisa Neotrust realizada pelo E-commerce Brasil e pelo Movimento Compre & Confie. 

Estamos em um cenário de desigualdade salarial, no qual as mulheres ganham, segundo o IBGE, em média 20% menos do que os homens para desempenhar a mesma função e no qual representam apenas 41,8% de cargos de diretoria e gerência.

Elas também não possuem uma visão otimista em relação ao mercado de trabalho neste ano. Em pesquisa da Nielsen, demonstram que sofrem barreiras como maternidade, pressão social e machismo.

Outro ponto importante é a sobrecarga feminina: elas chegam a ser responsáveis por 67% dos lares nanoparentais, aqueles nos quais apenas ou o pai ou a mãe é responsável pela renda da casa. Ao encontro vai o dado de que 33,4% das mulheres brasileiras realizam sozinhas as atividades do lar, contando-se inclusive lares que não são nanoparentais.

Apesar de tudo, o poder de compra delas vem crescendo nos últimos anos. Isto porque o percentual de riqueza produzido por mulheres no mundo cresceu 25% nos últimos cinco anos, de acordo com dados da Boston Consulting Group. Mas essas realidades refletem no consumo das mulheres e veremos algumas dessas tendências abaixo.

Preço é foco para elas

Uma calculadora na mão e o celular para consultar o preço da concorrência na outra. Essa é uma configuração típica das mulheres que vão às compras. Num cenário no qual elas são chefes de família, sofrem desigualdade salarial e possuem menores participações nos cargos de diretoria e gerência faz total sentido a atenção nas compras quando o assunto é preço.

Dados da Nielsen mostram que o fator “bons preços” é o principal ponto de decisão de compra, aparecendo para 72% das participantes. Além disso, o fator “boas ofertas” aparece em terceiro lugar, apontado por 49,6% das entrevistadas.

Boa qualidade e diferenciais nos serviços

O segundo maior ponto decisivo, segundo a pesquisa, é a qualidade do produto. Embora este quesito seja menos importante para elas (58,8%) do que para eles (62,8%), trata-se de um ponto bastante relevante.

Elas não têm preguiça de avaliar os produtos de possível compra e, além disso, as conveniências são muito importantes. O público feminino prioriza negócios que: entregam em domicílio, possuem ambientes agradáveis, funcionários simpáticos e atenciosos, disponibilidade dos produtos desejados e cartões da loja como forma de pagamento.

Se você está pensando em abrir ou adicionar diferenciais ao seu negócio, essas podem ser boas oportunidades de crescimento.

Compromisso com o meio ambiente e elas mesmas

Quando o assunto é preconceito ou intolerância, o grau de aceitação delas aparece bem menor. Além disso, ao perceberem hábitos de consumo que prejudicam o meio ambiente, elas são mais propensas a modificá-los para cuidar do mundo.

Esses aspectos demonstram um alto grau de envolvimento com o meio ambiente e a sociedade, o que pode ser um ponto de atenção para o seu negócio tanto no que tange às consequências da produção da sua empresa quanto ao posicionamento da instituição e dos principais stakeholders. Afinal de contas, a tolerância a declarações preconceituosas é cada vez menor.

Quando falamos de cuidados com a saúde e estilo de vida, elas aparecem como um público que reduz consumo de sal, gordura, açúcar e que busca produtos com maiores valores nutritivos e ricos em fibras, vitaminas e minerais, por exemplo. Elas também costumam ler mais no seu tempo livre e declaram que seu objetivo de vida é basicamente ser feliz. 

Em suma, as mulheres no Brasil ganham cada vez mais destaque quando o assunto é consumo, já sendo responsáveis por grande parte das vendas do e-commerce no país. Além disso, possuem maior propensão a modificar comportamentos que prejudiquem o meio ambiente ou a saúde.

Se por um lado são afetadas pela desigualdade salarial, pela sobrecarga entre o serviço doméstico e o trabalho fora de casa e a dificuldade maior em alcançar cargos de liderança, elas toleram cada vez menos atitudes preconceituosas.

Como chefes de família, o consumo é permeado principalmente pela preocupação com o preço dos produtos, embora também dêem importância para a qualidade e as conveniências na compra. 

 

Inclusive, falando em rotina corrida e sobrecarga feminina separamos um ebook com 60 ferramentas para agilizar a rotina.

 

Não é novidade que estamos vivendo um cenário de transformações, superação e rompimento de barreiras e preconceito. O seu negócio já está inserido nesse novo contexto?

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