O peer-to-peer lending é uma modalidade de empréstimos e investimentos baseada no conceito de economia colaborativa, cujo objetivo é unir pessoas (ou empresas) em busca de crédito mais barato, com investidores que procuram investir com alta rentabilidade.

Apesar de recente no Brasil, esse modelo de operação já tem quase 15 anos de existência, sendo bastante difundido em países como os Estados Unidos, Reino Unido e China.

E, quando falamos da realidade do Brasil, o p2p tem ganhado bastante popularidade. Afinal, em um país onde poucos bancos são “donos” do mercado financeiro, é preciso buscar formas inovadoras de oferecer um acesso mais justo ao crédito, principalmente para quem não recebe a devida atenção dessas grandes instituições bancárias.

Na outra ponta, os investidores no modelo peer-to-peer conseguem ter mais liberdade para aplicar seu capital, já que o processo dispensa muitas etapas e processos burocráticos de investimento. A partir de uma plataforma, é possível escolher e investir nas empresas de modo 100% online, rápido e sem burocracia.

Conheça mais sobre o peer-to-peer lending, bem como a sua importância em desafiar o antiquado modelo financeiro tradicional.

Uma breve história do peer-to-peer lending

O peer-to-peer lending surgiu no Reino Unido, em 2005, através da Zopa, empresa que opera ainda hoje na modalidade, tendo emprestado mais de 4 bilhões de libras.

Na época, sua proposta era simples, mas bastante ousada: fazer pessoas emprestarem seu dinheiro para outras pessoas, conquistando uma rentabilidade superior com o investimento e, do outro lado, possibilitar que a taxa de juros do empréstimo fosse bem menor em relação aos valores praticados pelos bancos.

Para diminuir ainda mais o risco, o empréstimo era realizado por um grupo de pessoas, que conseguiam diluir o risco da operação e, de quebra, ajudavam ainda mais pessoas a conseguir um capital.

Esse conceito de economia colaborativa é a base da história do peer-to-peer lending, que é aplicada até os dias de hoje. Com várias empresas de p2p realizando empréstimos, o modelo foi adaptado de diversas formas, para atender as mais variadas realidades.

Como funciona o peer-to-peer lending para empresas

No Brasil, existem várias plataformas operando no mercado de peer-to-peer lending, seja fazendo empréstimos para empresas ou para pessoas. Independente disso, a premissa de funcionamento é, no geral, a mesma:

Uma micro, pequena ou média empresa acessa a plataforma de peer-to-peer lending para solicitar os valores necessários ao seu objetivo de negócio. Esse objetivo, normalmente, é bem diversificado, com empresas necessitando de capital de giro, dinheiro para expandir ou, simplesmente, trocar uma dívida cara por uma mais barata.

Independente do motivo, a solicitação do empréstimo é analisada pela equipe de crédito da plataforma peer-to-peer, que faz uma verificação completa sobre a capacidade de pagamento por parte do solicitante – ou tomador de crédito, nome comum no mercado de empréstimo coletivo.

Uma vez que os valores, prazo para pagamento e taxa de juros são aprovados, a rodada de investimento fica disponível na plataforma para os investidores cadastrados, que podem analisar o perfil da empresa para decidir se vão investir ou não. Com o dinheiro total do empréstimo captado, a empresa tomadora do crédito recebe a quantia em poucos dias.

O peer-to-peer lending para investidores

No caso dos investidores, o processo é bem parecido com uma empresa tomadora: basta acessar a plataforma de peer-to-peer escolhida, realizar seu cadastro de investidor, preencher seu perfil de Suitability – responsável por identificar a tolerância a riscos desse investidor – e, assim, escolher as empresas para formalizar o investimento.

Uma vez que esse investimento seja realizado, o investidor irá receber seu dinheiro mensalmente, no prazo e rentabilidade combinados, conforme simulação prévia dentro da plataforma.

Simples, não?

Economia Colaborativa e o bem maior da sociedade

Além do benefício claro para investidores e tomadores de empréstimo, o peer-to-peer lending traz o conceito de pessoas ajudando pessoas, mais conhecido como economia colaborativa. Dentro desse modelo, soluções são criadas a partir da mais alta tecnologia, com a finalidade de resolver questões tradicionais dentro da sociedade.

Com um foco social, sustentável e econômico, a economia colaborativa vem criando soluções para transporte, moradia e educação, por exemplo. E, no caso do peer-to-peer lending, se for possível impactar positivamente empresas com seu capital, e ainda conquistar altas rentabilidades no processo, fica praticamente impossível parar essa revolução do mercado financeiro atual.

Renato Pires

Head of Growth na IOUU, é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela FATEC de Itu, interior de São Paulo. Após anos atuando como desenvolvedor de software, migrou para o Marketing Digital, onde usa a tecnologia em conjunto com o marketing para ajudar no crescimento de empresas. Redator nas horas vagas, gosta de conteúdos bem escritos e que geram grande valor para os leitores.

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