Muitas empresas não têm a infraestrutura adequada para reconhecer o valor das ideias de seus colaboradores. Para ilustrar esse cenário comum, vale a pena recordar uma história.
Antes da criação da Apple, um engenheiro apresentou cinco vezes o projeto de um computador pessoal para a Hewlett Packard, mas a companhia rejeitou a proposta todas as vezes. Esse engenheiro, chamado Steve Wozniak, fundou a Apple com Steve Jobs.

Claro que Wozniak não foi o primeiro e nem o último profissional a ser desacreditado. No entanto, existem formas para que as empresas criem ambientes de trabalho que recompensem os esforços criativos dos seus colaboradores.

De acordo com a Fast Company, é possível desenvolver estratégias e adotar abordagens capazes de estimular a inovação, mas para isso as organizações precisam entender os motivos que fazem ideias brilhantes serem negligenciadas.

Primeiramente, muitas empresas não possuem um sistema para que os colaboradores enviem suas propostas. Um estudo da Accenture concluiu que 72% das empresas não têm um processo formalizado para avaliar as ideias dos funcionários.

Além disso, grande parte das companhias avitam assumir riscos. Como dito pelo psicólogo Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel, “para a maioria das pessoas, o medo de perder US$ 100 é mais intenso do que a esperança de ganhar US$ 150”.

Também há casos em que grandes ideias desaparecem pelas políticas da organização. Segundo Brian Uzzi, professor da Northwestern, inovações significativas inevitavelmente fazem com que a política organizacional entre em cena, já que várias pessoas competem por uma quantidade limitada de recursos, geralmente sem conseguir demonstrar retornos futuros. Nessas situações, comumente as ideias mais inovadoras acabam sendo descartadas.

Desafiando o status quo, algumas empresas descobriram que há formas de garantir que as ideias inovadoras sejam concretizadas seguindo alguns passos. Confira.

1. Implementação de um sistema

Para os especialistas, é fundamental que as empresas garantam que os funcionários saibam como enviar as suas ideias para análise. Os métodos podem ser variados, como a disponibilização de uma caixa de sugestões, um canal no Slack, maratonas de construção de projetos ou fóruns de discussão. Independentemente do formato escolhido, o principal é tornar o sistema acessível para todos os colaboradores de todos os setores da empresa, afinal, nunca se sabe onde virá uma grande ideia.

2. Eliminação de burocracias

Algumas empresas têm apostado em estratégias que estimulam a inovação e reduzem a burocracia para a tomada de decisão sobre novas ideias. A Rite-Solutions, uma empresa de TI norte-americana, por exemplo, desenvolveu uma maneira inteligente de impulsionar a inovação.

A empresa dá aos funcionários US$ 10.000 em moeda virtual para que eles “invistam” nas ideias dos seus colegas. Aquelas que acumulam apoio suficiente são concretizadas e os respectivos investidores obtêm uma parte dos lucros. O sistema é particularmente interessante porque incentiva a colaboração e o apoio mútuo dos trabalhadores.

3. Aceitação de falhas

O que o MobileMe da Apple, o Fire Phone da Amazon e o Google Glass têm em comum? São todos produtos mal sucedidos criados por algumas das empresas mais bem sucedidas e inovadoras do mundo.

Segundo os especialistas, as empresas mais visionárias aceitam o risco e a possibilidade de fracasso. Afinal, para cada MobileMe diversos outros produtos ganharam força. Além disso, cada falha pode oferecer novos aprendizados.

É claro que as empresas não devem aprovar qualquer ideia, mas permitir que os colaboradores entendam que as falhas podem ajudar na criação de ideias melhores. Dessa forma, é importante que as organizações não se concentrem no lucro que um projeto poderá render, mas com em como ele resolverá um problema para o consumidor. Com essa abordagem, os colaboradores apresentarão engajamento para a criação de soluções inovadoras.

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