Experiências móveis: pensando UX Design para dispositivos mobile

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Trabalhar UX Design para mobile é totalmente diferente do processo realizado para telas maiores. Existe um espaço muito menor para demonstrar as informações, além de uma maneira particular de interagir com o dispositivo.

Uma experiência móvel positiva passa diretamente por um UX Design bem trabalhado. Isso significa que não dar a devida atenção a esse aspecto do desenvolvimento pode acabar com a imagem da marca na visão dos clientes.

Para falar um pouco mais a respeito de como criar experiências móveis incríveis com base em um UX Design sólido e a sua importância para as empresas, confira este artigo!

UX Design para dispositivos móveis

No ano de 2009, tivemos os primeiros lançamentos de sites mobile-friendly, ou seja, que buscavam facilitar a navegação por meio de dispositivos móveis com botões maiores, fomulários adaptados e outras ações.

Já em 2012, a tecnologia dos smartphones já havia se tornado mais robusta. Assim, notou-se uma grande evolução da experiência do usuário, com o surgimento de vários apps de grandes marcas.

A partir de 2014, boa parte das pessoas deixou de ter o primeiro contato com as companhias por meio de um desktop ou notebook e o mundo passou a ser mobile-first. Essa consiste em um das mudanças de hábito mais emblemáticas de nossa época atual e demonstra o poder da transformação digital sobre o consumo.

Ao realizar todas as necessidades por meio de smartphones, os usuários colocam a experiência mobile como prioridade para as empresas. Hoje, é impensável contar com um site que não seja adaptativo ou responsivo.

Segundo a FGV em uma pesquisa anual sobre TI, existem mais de 220 milhões de smartphones ativos no Brasil hoje, cerca de um por habitante. Além disso, a Statista conduziu um estudo que determinou que o tempo médio gasto pelos brasileiros nos dispositivos móveis chega a quatro horas e meia por dia.

Pilares do UX Design mobile

Entre os pilares para a construção de uma boa experiência para usuários mobile estão os listados a seguir:

Conteúdo

Não basta criar um layout incrível e contar com uma boa navegação e velocidade se os usuários não conseguem encontrar o que buscam. Dessa forma, eles não retornarão. Um conteúdo bem planejado figura como algo fundamental.

Velocidade

Principalmente no Brasil, em que as redes de comunicação não são tão turbinadas, é preciso cuidado na hora de desenvolver para mobile. A rapidez com que o conteúdo é carregado pode ser a diferença entre contar com mais visitantes ou ser esquecido rapidamente.

Design

O espaço consiste em um fator muito importante no mobile, pois ele é altamente limitado. Com isso, deve-se organizar a tela e criar ambiente intuitivos, de simples navegação.

Design adaptativo e responsivo

Existem duas maneiras básicas de se trabalhar o UX Design para dispositivos móveis: o modelo adaptativo e o responsivo.

Responsivo

Esse tipo de design mostra o conteúdo com base no espaço que o navegador determina como disponível, sendo que, ao alterar o tamanho da janela, o site se auto-corrige para o novo formato.

Mesmo que à primeira vista possa parecer o modelo ideal, é necessário tomar bastante cuidado: podem ocorrer quebras de elementos em tela conforme uma grande variedade de tamanhos de smartphones acessam o portal.

Adaptativo

Esse modelo é bem mais simples e consiste na construção de várias versões do site de acordo com uma extensa gama de telas. Ao acessar o endereço, o navegador indica o design mais adequado.

Isso garante mais assertividade na hora da montagem do site na tela do smartphone, evitando qualquer tipo de quebra. Entretanto, consome mais recursos para manter vários layouts.

Boas práticas de UX Design para mobile

Pesquise antes de desenvolver

Antes de começar a projetar modelos, faça uma pesquisa de campo com seus consumidores e entenda o que gera valor para eles ao invés de criar protótipos com base em um falso consenso.

Leitura complementar: UX Research & Design: como desenhar uma boa experiência do usuário

Priorize recursos

Encher um site ou aplicativo mobile de recursos não faz dele mais atraente e deixá-lo com aparência de inchado. Priorize aquilo que realmente interessa ao seu usuário e faça isso funcionar bem. A maioria dos aplicativos bem sucedidos são simples.

Mantenha tudo organizado

Uma interface sem clareza afeta a navegação e sobrecarrega o usuário com informações. Dados em tela devem ser apenas o suficiente para a compreensão, sem exageros. Textos em demasia não combinam com mobile.

Verifique a intuitividade

Navegar em uma aplicativo deve ser uma atividade intuitiva, que não demande várias explicações. O usuário precisa chegar à informação buscada em uma primeira interação, sem problemas.

Crie botões simples e fáceis de clicar

O ideal é que os botões sejam facilmente identificáveis e permitam o toque de modo rápido e simples. Controles muito pequenos podem causar dificuldades para pessoas que têm dedos maiores, prejudicando a utilização.

Forneça textos simples e legíveis

Grandes textos não combinam com as pequenas telas encontradas nos smartphones. Portanto, use passagens de fácil entendimento e com o mínimo possível de informações, além de escolher por determinadas tipografias.

Demonstre feedbacks sobre interações

Cada toque em tela deve encadear uma reação visível ao internauta. Desta maneira, ele compreende que sua entrada foi recebida e a informação processada, criando interações melhores entre usuário e aplicação.

Minimize a necessidade de digitar

Digitar em dispositivos móveis consiste em uma atividade dificultosa para muitas pessoas e pode levar a uma experiência negativa. Com isso, minimize ao máximo essa necessidade.

Preocupe-se com a experiência

A experiência mobile deve seguir o padrão dos outros canais que a empresa tem para contato com o cliente, resultando em uma complementação e não em algo isolado. É preciso construir um padrão.

Teste constantemente o projeto

Até mesmo interfaces bem projetadas e pensadas podem ficar desatualizadas com o tempo e o surgimento de novas soluções e modelos de aplicação. Sendo assim, é vital manter um olhar atento sobre essas possíveis mudanças.

Péssimas práticas de UX Design para mobile

Para finalizar, confira alguns pontos que são considerados como péssimas práticas de UX Design para mobile:

  • não tente alcançar a perfeição na primeira versão, visto que ela será construída com o tempo;
  • não produza de forma isolada, pois o cliente deve ser o centro das interações;
  • não peça várias permissões logo no início da aplicação;
  • não use telas de carregamento em branco;
  • não se valha de jargões;
  • não utilize gestos personalizados.

Esses são alguns dos principais erros que você precisa evitar para garantir uma melhor experiência ao seu usuário, assegurando que ele continuará acessando o site ou utilizando o aplicativo.

O UX para Mobile figura como elemento fundamental para criar um ambiente satisfatório ao seu consumidor, gerando layouts mais interativos e fáceis de usar.

Preparado para melhorar a experiência do seu usuário?

Diretor de Criação no Portal Transformação Digital

Diretor de arte há mais de 8 anos, diretor criativo no Portal TD, com experiência em branding, UX/UI Design, ilustração, fotografia, mídias digitais e tradicionais. Mencionado em sites importantes sobre design e ilustração como Abduzeedo, Behance e DeviantArt.