Você já deve ter visto em algum filme a cena de um cidadão sentado em frente ao gerente do banco, explicando as razões pelas quais quer fazer um empréstimo. O gerente ouve calado, com ar desconfiado.

Se o empréstimo é concedido, aí então que a burocracia começa de verdade. Contratos em papel, assinaturas reconhecidas em cartório, certidões negativas… Trabalhoso e demorado. 

Mas, graças à evolução da tecnologia, hoje existem outras alternativas bem mais ágeis.

Descubra como a transformação digital possibilitou que pessoas e empresas conseguissem acesso a crédito de forma simplificada e justa.

A economia compartilhada liderando as inovações

O modelo de economia compartilhada, bastante comuns nos serviços financeiros, mas não restritos a eles, consiste em utilizar a vontade e mobilização de pessoas em busca de um bem maior, seja para diminuir o impacto do trânsito no mundo, otimizar o uso de objetos, facilitar o acesso à moradias com pouco uso ou qualquer pensamento de âmbito coletivo.

No caso dos serviços financeiros as pessoas investem seu capital em outras pessoas ou empresas, facilitando o acesso ao crédito para ambos os casos.

Algumas plataformas de Crowdfunding, por exemplo, atuam no modelo de economia compartilhada onde o investidor não obtém lucro a partir de seu capital. O ato de “dar” o dinheiro acontece apenas pelo investidor acreditar em um projeto e, dessa maneira, confiar que está fazendo o bem ajudando-o financeiramente.

No caso de plataformas de peer-to-peer lending, em outro exemplo de economia compartilhada, o mesmo investidor empresta seu dinheiro para pessoas ou empresas, mas obtém altas rentabilidades no processo. Mesmo ganhando com o empréstimo, esse investidor possibilita que terceiros tenham acesso a um crédito mais barato e acessível.

Facilidades para fazer empréstimos

Agilidade na aprovação

Em primeiro lugar, a verificação de risco de crédito começou a contar com uma série de bancos de dados e se tornou muito mais objetiva. Assim, aquela avaliação que levava dias e dias passou a ser feita em pouquíssimo tempo e com critérios melhor estabelecidos e mais claros.

Atualmente, é bem comum que as empresas deixem de olhar, apenas, para o faturamento e extratos bancários do tomador. Existem alternativas viáveis, como consulta em redes sociais e outros sites, para compor um score de crédito que vai muito além dos números.

Por último, a tecnologia também facilitou a vida de quem está pedindo crédito no sentido de possibilitar que todo o processo aconteça online. Assim surgiu a opção de fazer empréstimo por plataformas, aplicativos e pelo internet banking, por exemplo, o que ajudou a eliminar toda – ou boa parte – da burocracia.

Juros mais baixos

A taxa de juros cobrada pelos bancos, no entanto, não mudou tanto com a evolução da tecnologia e continuou, muitas vezes, proibitiva.

Estava claro que havia aí uma demanda para ser suprida. Pessoas físicas e empresas precisavam de crédito acessível por muitos motivos, como cobrir uma emergência ou ter capital de giro. E foi o avanço tecnológico que permitiu que novas empresas surgissem para atender essa necessidade.

É nesse ponto que a história das fintechs tem início. Essas startups do segmento financeiro, cujas operações se baseiam fortemente em tecnologia, conseguem trabalhar com custos menores e fomentar a concorrência, entregando – na maioria das vezes – um serviço melhor do que os bancos tradicionais.

Experiência melhorada para o usuário

As fintechs podem prestar diversos tipos de serviço financeiro, como cartão de crédito, gestão financeira para empresas, investimentos e empréstimos, entre outros. A diferença é que cada fintech foca em um serviço específico. Assim, desenvolve uma plataforma mais aderente às necessidades do cliente.

Com tanta coisa para oferecer, é difícil para um banco tradicional manter a qualidade em cada proposta. É por isso que as fintechs, focadas em apenas uma solução, conseguem se destacar com serviços excepcionais e que transformam os clientes em verdadeiros fãs da organização.

Novas soluções e possibilidades

Com muitas áreas do setor financeiro para atender, é natural vermos produtos e serviços novos, buscando cada vez mais se adequar ao usuário final. O peer-to-peer lending, por exemplo, faz parte dessa inovação e proporciona que uma economia compartilhada por pessoas ajude, diretamente, na revolução do mercado financeiro.

Esse tipo de fintech, por exemplo, é uma plataforma em que pessoas ou empresas que desejam solicitar um empréstimo se encontram com as que querem investir seus recursos. Quem quer investir se beneficia do fato de que provavelmente receberá mais do que se fizesse uma aplicação financeira convencional.

Essa modalidade de investimento proporciona, aos investidores, uma capacidade de controlar os riscos através da diversificação de investimentos. Se, de um lado, pessoas e empresas conseguem crédito com mais facilidade, de outro, os investidores que aplicam seu capital podem diversificar e reduzir a chance de perder muito dinheiro.

Saiba mais:
Entenda como funcionam os empréstimos no modelo Peer-to-peer lending

A transformação está apenas no início

Pesquisar juros menores, fazer empréstimos pela internet de maneira rápida, sem burocracia e financiado por alguém que acredita tanto no seu negócio quanto você. Parece melhor do que enfrentar a velha burocracia, certo?

E definitivamente é. Com um mercado carente de boas soluções, é certo que as fintechs têm muito o que agregar para atender pessoas e empresas de forma mais acessível e justa.

O mais interessante de tudo é que essas novas soluções, geradas a partir do amadurecimento da tecnologia e da internet, ainda estão no começo. Mas é certo que muitos problemas da área financeira podem ser resolvidos de forma eficiente.

Renato Pires

Head of Growth na IOUU, é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela FATEC de Itu, interior de São Paulo. Após anos atuando como desenvolvedor de software, migrou para o Marketing Digital, onde usa a tecnologia em conjunto com o marketing para ajudar no crescimento de empresas. Redator nas horas vagas, gosta de conteúdos bem escritos e que geram grande valor para os leitores.

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