O mundo passa por um momento delicado e absolutamente novo. Nenhum de nós viveu uma pandemia como esta antes; portanto, é natural se sentir envolto por incertezas em diversos aspectos. No âmbito corporativo, por exemplo, as empresas encaram muitos desafios, e um dos principais é saber como manter os colaboradores engajados em home office, durante o período de distanciamento social.

A COVID-19 obrigou o surgimento abrupto de alterações significativas na rotina das companhias, independentemente do tamanho. O clima organizacional sofreu impactos diretos e o home office virou uma prática padrão. Dentro do possível, porém, é fundamental continuar prezando pelo aumento de produtividade.

De acordo com uma pesquisa recente da Aberje, 55% das empresas tratam a questão do engajamento do quadro de funcionários como sua maior preocupação. E vale lembrar: isso não termina após o final da quarentena. 

Nesse sentido, o oferecimento de benefícios diferenciados para funcionários podem trazer vantagens e são capazes de satisfazer os objetivos individuais, econômicos e sociais dos profissionais. Dessa forma, é possível proporcionar uma vida pessoal, familiar e de trabalho mais tranquila e produtiva a todos. 

Do mesmo modo, pode auxiliar nas condições de trabalho também fora da organização, atuando para os funcionários se tornarem mais satisfeitos e motivados neste período. Quer saber mais sobre a atuação dos benefícios flexíveis em situações como esta? Continue acompanhe o artigo e faça uma boa leitura!

Como tem sido manter os colaboradores engajados na adequação ao isolamento?

Seguindo a linha de alguns gigantes como Facebook, Google e Microsoft, o universo corporativo como um todo já opera em formato home office desde meados de março. Um estudo realizado pela empresa estadunidense Seyfarth traz números bem interessantes sobre o engajamento dos colaboradores nesse período.

De acordo com a pesquisa, 67% dos 550 empregadores ouvidos passaram a tomar medidas para permitir o trabalho dos funcionários em suas respectivas casas. Isso evidencia que uma quantidade relevante das empresas não contava com o mínimo suporte necessário para a realidade do home office, o que exigiu uma adaptação repentina.

Dos entrevistados, apenas 36% incentivaram, desde o início, a alteração na rotina laboral para o formato home office, enquanto um percentual um pouco maior (42%) optou por fazer uma avaliação caso a caso entre o quadro de colaboradores.

O auxílio da tecnologia

Outro fato que vale observar é o impacto do setor de cada corporação na capacidade de atuar com trabalho remoto. Organizações do ramo da tecnologia, por exemplo, já possuíam um aparato eficaz para propiciar o distanciamento social sem causar prejuízos diretos à produtividade.

A familiaridade com programas de videoconferência, somada ao hábito oriundo do ambiente de trabalho imerso em tecnologia, faz com que o home office ”esteja no DNA” dos funcionários engajados de grandes companhias do segmento. Quem afirma é Dara Conroy, chefe de RH em uma pequena editora localizada no estado da Virgínia, nos EUA.

Na versão mais recente do State of Remote Work, o Buffer coloca a comunicação, a colaboração e a solidão como principais reclamações de quem trabalha em casa. Em seguida, aparecem a dificuldade para se desconectar das tarefas e as distrações que o clima caseiro oferece.

De modo geral, a flexibilidade é uma das chaves para qualquer empresa que quer saber como manter os colaboradores engajados durante a quarentena. Além disso, a tendência tem apresentado a necessidade de uma liderança eficiente aliada a uma comunicação igualmente competente, minimizando os impactos iniciais da adaptação abrupta a um novo cenário de produtividade.

Mas como manter a produtividade?

A gestão de pessoas é primordial para otimizar processos e impulsionar o crescimento individual dos funcionários e coletivo da empresa. Uma cultura organizacional que preza pelo planejamento em médio e longo prazo, além de cuidados com a saúde do quadro de colaboradores, cria uma corrente positiva que vira marca registrada da companhia.

Diante do cenário da pandemia de COVID-19, essa cultura precisa ter algumas arestas aparadas. Com uma mudança de rotina e adaptações de estrutura física e equipamentos, o universo corporativo já busca implementar medidas visando a manutenção do engajamento dos funcionários. Entre eles, configuram o investimento em:

  • monitoramento dos equipamentos e demais aparelhos necessários para o ganho de eficiência no desenvolvimento de tarefas em home office;
  • compartilhamento de estratégias de trabalho entre diferentes áreas da empresa;
  • ferramentas para acompanhar as demandas;
  • otimização da comunicação entre os colaboradores;
  • bônus semanais de acordo com a produtividade apresentada;
  • apoio à saúde física e mental.

Para tirar o máximo proveito das ações, há uma palavra-chave: comunicação interna. A companhia, sem o contato proporcionado por reuniões presenciais, deve desenvolver estratégias para transmitir mensagens aos funcionários pelos canais certos, fazendo a abordagem adequada.

É possível manter um ambiente de trabalho positivo?

O home office não chegou em meio a uma realidade de simples opção das empresas, mas sim por conta de uma pandemia. Isso implica outros problemas, muitos deles relacionados a aspectos psicológicos, devido às incertezas vividas pelo mundo inteiro. Manter os colaboradores engajados e uma saúde organizacional positiva é, portanto, um desafio.

Nesse cenário, o papel da gerência continua sendo protagonista. Gestores precisam demonstrar preocupação frequente não apenas com a produtividade dos colaboradores, mas também no que diz respeito à saúde mental e possíveis dificuldades enfrentadas por cada um deles, no sentido de adaptação a esse novo universo.

É importante tomar cuidado para não causar conflitos internos envolvendo produtividade. Naturalmente, quando laborar em casa ainda não virou hábito, as pessoas vivenciam processos distintos de experiência. Se determinado funcionário ou setor conseguiu dobrar a meta semanal, por exemplo, o gestor deve tranquilizar quem não chegou ao mesmo resultado, em geral o que importa é entregar o resultado que a empresa precisa. 

Para preservar um ambiente positivo e se aproximar do aumento de produtividade, não se deve pestanejar ao definir metodologias. Assim, com uma comunicação interna eficaz, todos os processos tendem a alcançar um ponto de harmonia.

Evidentemente, cada companhia tem suas próprias características, o que pode limitar flexibilizações de horário de trabalho e outras questões, mas sempre existe um aspecto capaz de ser pescado como benefício.

Nesse cenário,  como os benefícios oferecidos podem ser estratégicos?

Neste período de quarentena, as empresas devem rever sua cartela de benefícios a funcionários. As companhias que já possuem um pacote de benefícios mais robusto, por exemplo, e com vários itens além dos considerados obrigatórios, podem avaliar novas opções para que o colaborador tenha a possibilidade da troca ou escolha por outro benefício que mais atenda às suas necessidades neste momento. 

A busca por plataformas que permitem que os funcionários escolham seus benefícios tem crescido durante o isolamento social. Por meio delas, o colaborador pode escolher o modo como deseja utilizar essas vantagens. Ou seja, sua empresa consegue proporcionar uma flexibilidade, sem extrapolar nos custos, e atender as necessidades e gostos de todos.

Por isso, investir em Benefícios Flexíveis têm muitas vantagens para o seu negócio e para o bem-estar de seus colaboradores. Principalmente com desafios inesperados que a implementação repentina do home office trouxe, saber como manter os colaboradores engajados reflete na produtividade e comprometimento para com a empresa.

Quer entender como proporcionar essa flexibilidade com Benefícios Flexíveis? Acesse nosso conteúdo e conheça um pouco mais sobre os planos da Vee.

Raphael Machioni

Graduado em administração (FGV-EAESP). Cursou Business Adminstration (UC Berkeley, Califórnia). Trabalhou com trading (Itaú BBA), M&A (Olímpia Partners) e Investment Banking (A10 Investimentos). Criou a PICKnGO e a Max Benefícios, que se fundiu com a Vee Benefícios. Fintech onde hoje ocupa o cargo de CEO.

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