Nos últimos anos, a realidade virtual (RV), realidade aumentada (RA) e realidade mista (RM) vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado. Conforme explicitado pelo CIO.com, para além do entretenimento, essas tecnologias começaram a emergir em diversos setores, principalmente para a melhoria da experiência do cliente e treinamento de colaboradores.

A RA e RV aproveitam informações digitais, mas utilizam interfaces diferentes. As soluções de RA incluem softwares em smartphones ou outros dispositivos inteligentes para sobrepor imagens e textos sobre objetos do mundo real. Já a realidade virtual trabalha com a imersão, com os usuários utilizando dispositivos carregados com aplicativos que substituem o mundo real, criando um ambiente virtual. A realidade mista fica entre as duas tecnologias, pois produz ambientes em que objetos físicos e virtuais coexistam e interajam em tempo real.

Para os especialistas, as soluções devem amadurecer com o aperfeiçoamento da tecnologia e com redução de seu custo. De acordo com o Gartner, essa maturidade do mercado
ainda deve levar entre 5 e 10 anos, mas as empresas já estão buscando formas de aplicar as realidades estendidas em seus negócios.

“As empresas já experimentam RV, mas hesitam em se comprometer totalmente”, afirma o analista do Gartner, Tuong Huy Nguyen. A previsão é de 70% das organizações
experimentem tecnologias imersivas até 2022.

Serviços sociais

Apesar da realidade estendida ser aplicada em setores industriais, serviços sociais e de saúde também estão investindo na tecnologia para treinar colaboradores. Segundo Rori DuBoff, chefe de inovação de conteúdo da Accenture Interactive, a companhia está permitindo que assistentes sociais inexperientes recebam simulações de atendimento por meio de headsets de realidade virtual.

O conteúdo utiliza storytelling imersivo e cenários interativos baseados em voz para capacitar os profissionais, melhorando sua tomada de decisão. O objetivo é fazer com que as novas equipes acompanhem cenários do mundo real o mais rápido possível.

O potencial das realidades imersivas é, inclusive, a grande razão que fez a Accenture fazer um investimento estratégico na Upskill, desenvolvedora de software que está auxiliando a Boeing, General Electric e outras empresas a implementar a RA em ambientes corporativos. “Não é uma moda passageira; é como as pessoas viverão e trabalharão no futuro”, diz DuBoff sobre a evolução da tecnologia.

Mitos

Ao contrário do que muitos pensam, a realidade estendida não exige o uso de headsets, já que o software por si só pode agregar valor aos negócios. Por exemplo, melhorias de programas 3D permitem que médicos visualizem imagens de órgãos e ossos com detalhes em tablets. Marcas de roupas também podem usufruir das novidades, disponibilizando aos consumidores a experimentação virtual das peças.

Diante dessa tendência, o Gartner prevê que, até 2020, 100 milhões de consumidores farão compras em ambientes de RA. Para isso, a experiência personalizada será fundamental.

Treinamentos presenciais

A colaboração da realidade virtual também está chegando ao Farmers Insurance Group, empresa de seguros. Na companhia, foram criados modelos virtuais de casas e carros
danificados para fins de treinamento.

Utilizando o Oculus Rift, os colaboradores da empresa caminham pelas residências e veículos, observando os danos causados em diferentes situações. Com os treinamentos virtuais, a empresa de seguros tem o potencial de economizar até 300 mil dólares por ano em viagens. Animada com o sucesso do treinamento, a Farmers está criando um estúdio de RV em Kansas City, que custará um décimo do que seria necessário para alugar e equipar um laboratório de experiência com carros quebrados e casas danificadas.

Outra aplicação da tecnologia que a Farmers está adotando é a de role-playing, simulando interações entre colaboradores e clientes. Idealmente, o treinamento tornará os profissionais mais empáticos e preparados para lidar com os clientes em eventos reais.

Treinamentos remotos

Muitas empresas estão utilizando a RA e RV para treinar pessoas de forma remota. Por exemplo, uma empresa de petróleo pode usar werables para conectar funcionários experientes a novos contratados a quilômetros de distância. Visualizando as imagens do headset do trabalhador que está em campo, o expert pode ver exatamente o que está acontecendo, podendo orientar o novato na resolução de problemas. Para os especialistas, essas medidas podem ser verdadeiras multiplicadoras de forças para as empresas que buscam operações mais seguras.

Ainda há uma série de desafios para a popularização da RA, RV e RM. Apesar disso, a melhoria das soluções deve ser alcançada com a chegada do 5G, abrindo espaço para que cada vez mais o mundo corporativo incorpore as tecnologias para alavancar os negócios.

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