O mercado segue em constante transformação. Há pouco mais de uma década, podia ser impensável peticionar sem ir até o fórum. Ou ter acesso ao andamento de processos e atualizações jurídicas no celular. Com o legal design, hoje isso é uma realidade.

Os impactos da tecnologia no mercado jurídico são evidentes e mudam não só a forma de atuar na área, mas também as expectativas dos clientes que buscam serviços jurídicos. E o Legal Design é a abordagem que vem para ajudar nesse processo.

O que é Legal Design?

O Legal Design é uma abordagem criada nos Estados Unidos com o objetivo de repensar a forma de oferecer produtos e serviços na área jurídica.

Para isso, ele usa o design thinking, que é um conjunto de idéias e insights utilizados para abordar situações relacionados a informação e análise de conhecimento.

No design thinking a empatia é utilizada no contexto de um problema, para colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto.

O método também busca utilizar a criatividade para gerar soluções e a razão para analisá-las e adaptá-las para o contexto que está sendo trabalhado.

Ele procura avaliar várias perspectivas para solução de problemas, com trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares, na busca de soluções inovadoras.

Cultura, experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos são utilizados no design thinking para que se obtenha uma visão mais completa no projeto.

O design thinking aplicado ao direito é que dá origem ao Legal Design. Ele usa as mesmas bases para tratar os problemas enfrentados no universo jurídico. No processo, define novas métricas importantes para a maneira como se atua no mundo do direito, para fornecer serviços que são:

  • Utilizáveis;
  • Úteis;
  • Engajadores.

“Legal design é a forma como avaliamos e desenhamos negócios jurídicos de maneira simples, funcional, atrativa e com boa usabilidade” – Margaret Hagan, diretora do Legal Design Lab da Stanford Law School e professora do Stanford Institute of Design.

Quais são os seus principais objetivos?

Margaret Hagan fala em seu portal que, quando se trata de criar um sistema jurídico mais centrado nas pessoas, 5 desafios principais surgem como os principais para o foco do Legal Design:

  1. Como você pode tornar o sistema jurídico mais navegável?
  2. Como fazer as pessoas no sistema jurídico se sentiram mais apoiadas?
  3. Como incentivar a legalidade no cotidiano das pessoas?
  4. Como criar ferramentas inteligentes orientadas a dados para ajudar as pessoas a tomar melhores decisões?
  5. Como coordenar serviços jurídicos para uma jornada contínua das pessoas?

Para transpor esses desafios na prática, o Legal Design faz a junção de: design,  para fazer coisas que as pessoas querem e podem usar; tecnologia, para aumentar a eficiência das pessoas e direito, para promover uma sociedade mais justa e preparar as pessoas.

Com esses mecanismos, o Legal Design busca:

  • Ajudar o leigo a estar melhor informado e o profissional jurídico a praticar melhor sua função;
  • Criar soluções mais amigáveis e intuitivas para o sistema jurídico;
  • Trabalhar para melhorias incrementais de curto prazo e mudanças inovadoras de longo prazo.

Quais são os seus maiores benefícios?

Por que advogados e demais profissionais jurídicos devem entender o que é Legal Design e como ele se aplica ao Direito? Porque novas tecnologias impactam o universo jurídico e vêm para somar na busca de soluções para os problemas do Judiciário.

E nós sabemos que, em meio ao volume de processos que tramitam hoje no Brasil e ao emaranhado de leis e regras processuais, toda ajuda é bem vinda. E quando o assunto é Legal Design, alguns dos benefícios trazidos são:

  • Solução aprimorada de problemas;
  • Mais inovação e criatividade nas soluções;
  • Serviços centrados no cliente para conquistar mais clientes;
  • Comunicação mais clara, atraente e útil;
  • Valorização dos profissionais jurídicos com novos cargos e competências;
  • Organizações jurídicas melhores com colaboração, processos e tomada de decisão mais eficientes;
  • Novos produtos e serviços.

Quem pode atuar com Legal Design?

Um dos benefícios citados acima é a valorização dos profissionais jurídicos com novos cargos e competências. Se você ficou curioso, tudo bem. Vamos esclarecer aqui quem pode atuar no Legal Design.

Além de agregar valor para as profissões mais tradicionais do segmento, o Legal Design introduz no mercado o Legal Designer. Que é aquele profissional que se dedica a causa de descomplicar o Direito.

O objetivo do Legal Designer é criar melhores experiências para os usuários de produtos e práticas legais. Parte importante da sua missão é envolver equipes multidisciplinares para criar soluções para os problemas.

Ele não é necessariamente um advogado, por exemplo. Esse profissional é híbrido, e precisa reunir várias aptidões, como:

  • Habilidade criativa para encontrar soluções inovadoras;
  • Conhecer os princípios do design thinking;
  • Ter espírito colaborativo;
  • Saber explorar profissionais com diferentes habilidades e experiências;
  • Gostar de mudanças;
  • Cultivar a curiosidade;
  • Ter mente aberta para enxergar novas possibilidades;
  • Colocar as pessoas no foco de suas propostas.

Para se capacitar e vir a ser um Legal Designer, é preciso buscar conhecimentos em Design Thinking assim como, cursos especializados na aplicação deste método no Direito.

O site Legal Creatives pode ser um bom início. Vale a pena acompanhar também o site da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs. Ah, o Legal Hackers é um portal que também promove encontros aqui no Brasil para tratar do tema e pode ajudar.

Como propor novas soluções no Direito?

Dá para perceber que a aplicação de tecnologias e novas formas de pensar o Direito pode transformar o modo como os profissionais atuam na área. Cabe aos advogados e operadores do direito experimentar novas estratégias, buscar soluções inovadoras e testar novas ideias.

A adoção do Legal Design vai ajudar a compreender novas formas de trabalho, a criar maior empatia com os clientes e a propor um atendimento mais humanizado.

Os profissionais da área, nesse contexto, devem atuar com a mente aberta e aceitar o novo para criar oportunidades de crescimento e de evolução no segmento que escolheram para atuar e se desenvolver.

Equipe Marcelo Tostes

juridicoJurídico
Educação Jurídico Eu Na Facul: Evento online mostra oportunidades de carreira para quem deseja entrar na universidade
Agências Como estruturar o processo de vendas em agências
Educação Jurídico Eu Na Facul: Evento online mostra oportunidades de carreira para quem deseja entrar na universidade
Edge Computing Tecnologia O impacto do Edge Computing em lojas de varejo
ABOUT THE SPONSORS
Marcelo Tostes

Escritório com espírito jovem e vanguardista que elabora processos internos na mesma linguagem corporativa dos seus clientes. Uma janela aberta para o mundo, antenada com a revolução tecnológica que exige versatilidade, mas com muita gestão e seriedade.

[contact-form-7 id="21113" title="ebook"]