A Inteligência Artificial tem sido revolucionária nos serviços de voz. Uma das apostas das gigantes da tecnologia tem sido o desenvolvimento de caixas de som inteligentes, com representantes de peso na Apple (HomePod), Google (Google Home) e Amazon (Echo).

Com os dispositivos, os usuários desfrutam de diferentes facilidades em seu dia a dia. As funcionalidades dessas caixas de som smart envolvem respostas sobre agenda, clima e notícias; reprodução de mídia e até o controle de equipamentos residenciais, como o acender e desligar das luzes da casa.

Enquanto as equipes de IA das empresas vêm trabalhando para tornar seus assistentes de voz cada vez mais inteligentes, algumas questões começam a ser levantadas por especialistas, principalmente quando se pensa na privacidade do usuário. De acordo com Jonny Evans, da Computerworld, as empresas responsáveis pelas caixas de som inteligentes mantêm as gravações das interações por voz dos usuários com os dispositivos.

Essa informação levanta questões polêmicas sobre privacidade, já que os dados de voz têm mudado a tecnologia. Utilizando assistentes virtuais, como a Siri ou Google Assistant, pode-se perceber que a inteligência artificial está se tornando cada vez mais precisa. Os assistentes de voz já são capazes de entender o que é dito, sabem o contexto do enunciado feito, combinam padrões e analisam conteúdos de milhões de interações simultâneas em tempo real. Diante disso, qual será o limite da IA?

O valor da voz em ambientes organizacionais

Apesar das aplicações para usuários comuns, as empresas também já estão inserindo os assistentes virtuais em seus fluxos de trabalho. Claro que ainda há um longo caminho a percorrer para que a IA consiga ser amplamente utilizada na análise de negócios ou gerenciamento de processos organizacionais, mas já é possível observar o impacto dessa tecnologia quando aplicada corretamente.

Alguns bancos, por exemplo, começaram a utilizar a voz como identificação biométrica como parte de seus sistemas de controle de fraude. Para ter dimensão do benefício da aplicação da tecnologia, o VoiceID do HSBC já impediu US$ 400 milhões em transações fraudulentas.

Outro setor que vem aproveitando dos benefícios da inteligência artificial é o de atendimento ao cliente. A análise de dados de comunicação por voz deve fornecer informações úteis sobre o desempenho do atendimento, acompanhando e capacitando o suporte para a oferta de serviços personalizados.

Com as vantagens da tecnologia aplicada a contextos organizacionais, a análise de dados de voz trabalhada de forma responsável pode fornecer insights e melhorar os serviços. Por outro lado, segundo as informações, há empresas de telecomunicações interessadas em extrair dados de voz para fornecer soluções de análises de negócios para clientes corporativos. Mas e a questão da privacidade?

Pensando na garantia da segurança do consumidor, Tim Cook, CEO da Apple, tem trabalhado para a existência de uma lista de direitos digitais. A ideia é que os clientes possam controlar e gerenciar os diferentes formatos de dados mantidos por terceiros, já que empresas buscam explorar o uso desses dados para seu próprio benefício. Agora resta saber se essa demanda será aceita e se será o suficiente para a proteção de dados.

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