Já é um verdadeiro truísmo falar que a tecnologia tem mudado as nossas vidas. No entanto, na última década, ela praticamente tem revolucionado nosso estilo de vida ao ponto de colocar em dúvida o futuro do papel moeda como principal instrumento de transações financeiras.

Como? O surgimento das criptomoedas, que reservam mais privacidade e segurança no ambiente digital. Elas começaram com uma pequena iniciativa de uma única pessoa — Satoshi Nakamoto, com a Bitcoin. Hoje em dia, mais de 2000 empresas disputam esse mercado em franco crescimento.

Inicialmente, muito mal vistas, as criptomoedas já foram associadas ao tráfico de pessoas e armas, contratação de assassinos de aluguel etc. Isso porque garantem o anonimato das partes que negociam, porém muitos dos casos se tratam de meras lendas urbanas. Hoje em dia, estão mais reguladas e o temor dos governos a respeito delas está longe desses crimes hediondos. A maior preocupação é com a evasão fiscal e a lavagem de dinheiro.

Além desses lados mais obscuros, as criptomoedas têm se apresentado como uma nova forma de investimento, pois valorizam muito mais do que o dinheiro tradicional. Inclusive, muitos investidores estão as utilizando não como forma de pagamento, mas como investimento especulativo de altíssimo risco.

Quer entender melhor esse panorama das criptomoedas no mundo e no Brasil? Então vamos lá:

Um breve resumo do que são e como funcionam as criptomoedas

Um conceito bem formal do assunto “a criptomoeda é uma moeda digital descentralizada e criptografada, transferida entre os pares e confirmada em um livro-razão (ledger) público por meio de um processo conhecido como mineração”. Provavelmente, você não entendeu muita coisa, mas você vai ser capaz de falar das criptomoedas como um expert no final deste tópico.

Moeda descentralizada e criptografada, transferida entre pares

A criptografia é um método de modificar uma mensagem por meio de um código matemático muito complexo de forma que somente quem tem a chave de criptografia, que reverte todo esse truque matemático, conseguirá decifrar a mensagem. Ser descentralizado significa que não há um servidor central cuidando de todo esse processo, todos os usuários de criptomoeda que possuem o software instalado carregam todas as informações necessárias para as transações.

Por fim, a transmissão entre pares é o processo em que são os computadores pessoais dos usuários que realizam as transações diretamente uns com os outros, sem uma hierarquia. Não há uma instituição por trás das transações, coordenando-as.

Livros-razão públicos (Ledgers ou Blockchain)

Toda a criptomoeda, desde de sua criação, é armazenada em um ledger público. Em linguagem leiga, um ledger é simplesmente um registro — aberto a consulta de todos os usuários de uma criptomoeda — que podem conferir todas as transações já realizadas.

As identidades dos proprietários das moedas são criptografadas e o sistema usa outras técnicas criptográficas para garantir a legitimidade da manutenção de registros.

Assim, o ledger garante que a soma das criptografias de todas as carteiras pessoais correspondem exatamente às quantidades de moedas disponibilizadas pela rede. Assim, esse controle de transações garante que não há nenhuma fraude criando criptomoedas falsas. Essa forma de verificação as torna mais seguras do que o dinheiro físico, o qual é extremamente sujeito à falsificação.

Além disso, novas transações podem ser verificadas para garantir que cada transação use apenas moedas atualmente de propriedade do remetente. O Bitcoin chama esse ledger público de blockchain.

Transações

Uma transferência de fundos entre duas carteiras digitais é chamada de transação. Essa transação é submetida a um livro-público (ledger ou blockchain) e aguarda confirmação. As carteiras usam uma assinatura eletrônica criptografada quando uma transação é feita. A assinatura é um dado criptografado chamado assinatura criptográfica e fornece uma prova matemática de que a transação veio do proprietário da carteira. O processo de confirmação leva um pouco de tempo (dez minutos para o bitcoin) enquanto o “mineiro” analisa os dados. A mineração confirma as transações e as adiciona ao ledger público

Mineração

Mineração é o processo de confirmar transações e adicioná-las a um livro-razão público. Para adicionar uma transação ao ledger, o “mineiro” deve resolver um problema computacional de criptografia. Os mineradores devem ter boas habilidades em computação, pois a ideia das criptomoedas é oferecer um código cada vez mais complexo para evitar fraudes.

Apesar de não haver hierarquia, pois qualquer um com conhecimento em criptografia pode ser um minerador, somente eles podem confirmar uma transação. Afinal, dá um bom trabalho a eles. Por isso, não fazem somente por altruísmo — a eles é dada uma taxa correspondente ao montante da transação.

Assim que uma transação é registrada, o seu código criptografado (também chamado de bloco) é disponibilizado a todo mundo. O primeiro “mineiro” a resolver o quebra-cabeça o adiciona ao blockchain. A maneira como as transações, os blocos e o livro-razão público (blockchain) trabalham juntos garante que nenhum indivíduo possa adicionar ou alterar um bloco à vontade.

Depois que um bloco é adicionado ao ledgers, todas as transações correlatas se tornam permanentes e adicionam uma pequena taxa de transação à carteira do minerador (junto com moedas recém-criadas). O processo de mineração é o que valoriza as moedas e é conhecido como proof-of-work system.

Como os países estão criando regulando a cryptocurrency

As criptomoedas ainda não são unanimidades entre os agentes governamentais. Há países, como Bangladesh, que proibiram terminantemente qualquer forma de moeda digital. No outro lado, há iniciativas, como a do Chile, que busca incentivar a introdução delas, inclusive fornecendo incentivos governamentais. Confira o panorama logo abaixo:

Argentina

As criptomoedas não podem ser consideradas como moeda em sentido legal, visto que não são emitidas por uma autoridade monetária. Por esse motivo, não podem ser aceitas como forma de pagamento. Desse modo, dívidas e encargos não podem ser pagos com elas. Por outro lado, em transações estritamente privadas, não há proibição, pois é considerada permuta.

Austrália

A Austrália foi um dos primeiros países a legalizar a criptomoeda, permitindo que ela possa ser utilizada como dinheiro. Por receber essa classificação, ela fica eximida da dupla tributação.

Bangladesh

O Banco Central de Bangladesh criou uma das legislações mais hostis às cryptocurrencies. Quem for pego realizando transações com elas pode ser condenado a até 12 anos de prisão.

Bélgica

Ainda não adotou nenhuma posição legal a respeito do assunto, pois aguarda uma orientação da União Europeia. Porém, o Ministério das Finanças do país emitiu um alerta a respeito da falta de supervisão governamental das criptomoedas.

Bolívia

O governo da Bolívia proibiu oficialmente qualquer transação com bitcoins e moedas relacionadas, pois acredita que elas favorecem a evasão fiscal e a instabilidade monetária.

Brasil

Em uma posição intermediária, o governo do nosso país não deu status de dinheiro às criptomoedas, mas as consideraram um ativo financeiro. Com isso, estão sujeitas a 15% de impostos sobre ganhos de capital.

Bulgária

Esse país aceitou os bitcoins como uma moeda digital. Porém, a Agência de Receita Nacional introduziu uma legislação específica a respeito do lucro gerado pela venda de moedas digitais, que será taxada em 10%.

Canadá

Em novembro de 2013, as agências financeiras do Canadá estabeleceram que os pagamentos em bitcoin deveriam ser considerados como permuta. No entanto, recentemente, o governo central do país anunciou o desejo de atualizar essa orientação com base na legislação contra lavagem de dinheiro e terrorismo.

Chile

No Chile, o uso das bitcoins está bastante avançado: já existe até mesmo um serviço de câmbio de bitcoin, no qual os cidadãos trocam as moedas digitais por pesos chilenos. Isso vai ao encontro com o desejo do governo de transformar o país em um centro de inovação e empreendedorismo. Além disso, garantiu uma nova legislação que coíba a lavagem de dinheiro

China

Na China, os indivíduos são livres para negociar com qualquer cripto moeda. Por outro lado, as empresas e as instituições financeiras são proibidas de participar de qualquer transação com moedas virtuais.

Dinamarca

O governo dinamarquês, por meio da Autoridade de Supervisão Financeira, anunciou que os negócios com criptomoedas serão tributados normalmente. Porém, acabaram com a dupla tributação, ou seja, na hora de realizar operações de câmbio com as moedas digitais, os impostos não serão cobrados novamente. Ademais, o próprio governo pensa em transformar parte do volume monetário atual em criptomoedas, que serão chamadas de e-Krone.

Estados Unidos

Quando se trata dos EUA é sempre importante lembrar que diferentes estados podem ter legislações completamente distintas. Apesar disso, o país segue como o líder em caixas eletrônicos de bitcoins, além de movimentar o maior volume de transações no mundo. Os estados Texas, Kansas, Tennessee, Carolina do Sul e Montana são favoráveis ao uso das criptomoedas. Por outro lado, Nova Iorque, New Hampshire, Connecticut, Hawaii, Georgia, Carolina do Norte, Washington e Novo México têm legislações desfavoráveis.

Japão

O Japão também está bastante avançado quando o assunto é criptomoeda. Ele eliminou o imposto sobre o comércio delas ano passado, quando incluiu as bitcoins como uma das moedas legais do país.

República Tcheca

O país não proibiu o uso das cryptocurrencies, mas estipulou que todas as transações as envolvendo deverão ter as partes identificadas. Isso praticamente acaba com a privacidade delas, o que provavelmente reduzirá bastante o alcance. Além disso, um imposto sobre valor agregado será instituído.

Conheça o cenário das criptomoedas no Brasil

O governo brasileiro, como vimos, não reconheceu o status de moeda das cryptocurrencies. Apesar disso, já há associações que buscam dar força ao mercado de transações, além de algumas iniciativas para criar moedas criptografadas nacionais. Confira as principais iniciativas nesse sentido:

Associações brasileiras

No ano passado, foram criadas duas associações ligadas às cryptocurrencies no Brasil. A mais antiga, a Associação Brasileira de Criptoeconomia, reúne as maiores empresas de câmbio no país e busca, principalmente, atrair o poder legislativo para criar leis favoráveis aos seus interesses.

Também, com o mesmo intuito, foi estabelecida a Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain, que conta com dois membros centrais, a Atlas Project e a Thera Bank. Ainda menor, ela busca reunir outras casas de câmbio do país. Mas, além das atividades de lobby político, a ABCB também objetiva criar ferramentas para o mercado das criptomoedas, tornando-o mais seguro, facilitando a identificação de fraudes e conscientizando os usuários de criptomoedas de procedimentos mais seguros para as transações.

Com a atuação mais forte dessas duas associações, provavelmente veremos mudanças no mercado nos próximos anos. Afinal, é essencial atualizar a posição brasileira no campo da inovação e empreendedorismo. Com isso, podemos ter regulamentações mais modernas e favoráveis às criptomoedas.

Iniciativas brasileiras

Ao contrário das moedas fiduciárias, que são monopólio dos governos nacionais, as criptomoedas podem ser produzidas por quaisquer entes que detenham a tecnologia necessária para realizar um código criptografado e montar um blockchain público. Para ter somente uma ideia, em 2017, havia cerca de 2000 criptomoedas diferentes ao redor do mundo, havendo algumas iniciativas brasileiras entre elas.

As propostas das criptomoedas são bem diversas e não visam somente substituir as moedas fiduciárias em transações online: há ideias, como a Blood Donations Coin, que troca criptomoedas próprias para quem doar sangue.

Da mesma forma, há moedas, como a Epacoin, que buscam fomentar as ações de marketing para quem divulgar e apoiar determinados canais no Youtube. No Brasil, atualmente, as líderes do mercado são AUCTUS, MarketCash, Niobium, Nióbio Cash, Criptoreal, MarteXcoin, BZLcoin, Wcoin, RealBRL, eReal e Digimoney.

Vale a pena investir?

Algumas das limitações que as criptomoedas enfrentam atualmente — como o fato de a fortuna digital de uma pessoa poder ser apagada por uma pane no computador ou que um cofre virtual pode ser saqueado por um hacker (até hoje, nunca aconteceu) — podem ser superadas por meio de avanços tecnológicos.

O que será mais difícil de superar é o paradoxo básico que atormenta as criptomoedas — quanto mais populares elas se tornam, mais regulamentação governamental atraem, o que corrói a premissa fundamental de sua existência: dar mais liberdade e privacidade para as partes envolvidas nas transações.

Embora o número de comerciantes que aceitam moedas criptografadas tenha aumentado constantemente, eles ainda são muito minoritários. Para que as criptomoedas se tornem mais amplamente usadas, elas primeiro precisam obter aceitação generalizada entre os consumidores. No entanto, sua relativa complexidade, comparada às moedas convencionais, provavelmente deterá a maioria das pessoas, exceto as tecnologicamente adeptas.

Uma criptomoeda que aspira a se tornar parte do sistema financeiro convencional precisará satisfazer critérios amplamente divergentes:

  • ser matematicamente complexa (para evitar fraudes e ataques de hackers), mas fácil para os consumidores entenderem;
  • ser descentralizada, mas com salvaguardas e proteção adequadas do consumidor;
  • preservar o anonimato do usuário sem ser um canal para evasão fiscal, lavagem de dinheiro e outras atividades nefastas.

Como esses critérios serão complicados ​​para serem satisfeitos, é possível que a criptomoeda mais popular daqui a alguns anos tenha atributos que apresentem características intermediárias entre moedas fiduciárias altamente reguladas e as criptomoedas atuais?

Embora essa possibilidade pareça remota, há poucas dúvidas de que, como a principal criptomoeda no momento, o sucesso do Bitcoin em lidar com os desafios enfrentados pode determinar a sorte de outras criptomoedas nos próximos anos.

Por isso, se você está pensando em investir em moedas criptografadas, pode ser melhor tratar seu “investimento” da mesma forma que trataria qualquer outro empreendimento altamente especulativo. Em outras palavras, reconheça que você corre o risco de perder a maior parte do seu investimento, se não todo. Como dito anteriormente, uma criptomoeda não tem valor intrínseco além do que um comprador está disposto a pagar por ela em um determinado momento.

Isso faz com que seja muito suscetível a grandes oscilações de preços, o que, por sua vez, aumenta o risco de perdas financeiras para um investidor. O Bitcoin, por exemplo, caiu de US $ 260 para cerca de US $ 130 em um período de seis horas em 11 de abril de 2013. Se você não pode tolerar esse tipo de volatilidade, procure outros investimentos que sejam mais adequados para você.

Enquanto a opinião dos especialistas continua a ser profundamente dividida sobre os méritos do Bitcoin como um investimento — os defensores apontam para sua oferta limitada e uso crescente como direcionadores de valor, enquanto os detratores o vêem como apenas outra bolha especulativa— esse é um debate que um investidor conservador faria bem em evitar.

Considere as previsões e os desafios para os próximos anos

As criptomoedas têm seu destino sempre atrelado à evolução da tecnologia, visto que são dependentes do ambiente virtual para existir. Por isso, se a segurança digital continuar evoluindo de modo a proteger a criptografia das moedas, é provável que elas continuem a prosperar e venham a substituir muitas transações que hoje são feitas com dinheiro oficial. Porém, tudo pode mudar se as novas tecnologias impuserem novos desafios à cibersegurança, tornando as moedas fáceis de serem hackeadas. Esse é o maior temor e ele não está longe.

Computação quântica

A computação quântica está prometendo ser uma das maiores revoluções tecnológicas da era moderna. Ao aproveitar o poder da mecânica quântica, as máquinas poderão obter processamento de dados de velocidade e complexidade inatingíveis com os computadores atuais. Os computadores tradicionais são baseados em um modelo binário em um sistema de computadores que podem ser ligados ou desligados, representados por um 1 ou um 0.

Os computadores quânticos são diferentes porque seus switches podem estar nas duas posições on e off ao mesmo tempo, chamadas de “superposições”. Essa capacidade de estar em dois estados simultâneos é o que torna os computadores quânticos mais rápidos. Muito mais rápido.

O Google anunciou há dois anos que o protótipo quântico que eles têm era 100 milhões de vezes mais rápido que qualquer outro computador em seu laboratório. Para colocar de outra forma — nos anos 90 a IBM construiu um supercomputador chamado Deep Blue que derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov. Deep Blue tinha uma vantagem sobre Kasparov por causa de sua capacidade de calcular 200 milhões de possíveis movimentos de xadrez por segundo. Uma máquina quântica traria esse número para 1 trilhão de movimentos por segundo.

Enquanto a computação quântica detém o potencial para melhorias fantásticas em muitas esferas e soluções inovadoras para alguns dos problemas mais complexos, também representa uma ameaça à segurança de muitos dos nossos atuais sistemas de informação. Esse perigo está mais presente no mercado das criptomoedas.

Segurança

Um dos muitos objetivos dos criadores de criptomoedas era estabelecer um sistema digital seguro de transação. O sistema foi projetado para ser impermeável às vulnerabilidades associadas a finanças on-line, como a invasão de contas on-line e a autenticação de pagamento de falsificação. O sistema de blockchain brilhantemente inovador forneceu a rede global de manutenção de registros peer-to-peer para que esse novo paradigma se tornasse uma realidade.

Registros de transações de criptografia ao redor do mundo são hoje todos armazenados em blockchain, e como os registros estão espalhados por toda a comunidade de usuários, os dados são inerentemente resistentes a modificações. Nenhum dado individual pode ser alterado sem a alteração de todos os outros blocos, o que exigiria o conluio da maioria da rede inteira.

Dessa forma, a ameaça dos computadores quânticos para criptomoedas está na vulnerabilidade de contas de moeda individuais ou carteiras. Os computadores quânticos têm o potencial de hackear os códigos implementados por usuários individuais para autorizar transações de criptomoeda.

Quando um usuário faz uma transação usando o Bitcoin, eles fornecem uma chave privada correspondente à sua conta de criptomoeda ou “endereço”. Essas chaves geralmente consistem em uma longa combinação de letras e dígitos com 64 caracteres. Para utilizar os bitcoins de outro usuário, um hacker teria de produzir a combinação de chaves exata vinculada ao endereço. Isso foi considerado matematicamente inviável. Até agora.

Embora a invasão de uma chave de criptomoeda seja quase impossível com o uso de um computador binário, as máquinas quânticas eventualmente alcançarão essa capacidade por meio de seu poder de processamento. Com os recursos dos computadores quânticos dobrando a cada 18 meses, esse cenário não está longe de se tornar realidade.

Isso não quer dizer que não pode haver criptomoedas seguras em um mundo com computadores quânticos. O que os processadores quânticos ameaçam é o sistema atual em que operam moedas como a Bitcoin. Para manter essas moedas viáveis, a comunidade de usuários terá que recorrer a novos métodos de autenticação para autorizar transações na rede blockchain. É provável que antes da massificação da computação quântica já terão sido desenvolvidas criptografias quânticas, que podem ser aplicadas no contexto das criptomoedas.

Economia

Diante desse cenário, podemos esperar um crescimento considerável das criptomoedas nos próximos anos. Quem está acompanhando as notícias deste ano pode estar preocupado com o futuro do bitcoin — e das cryptocurrencies no geral —; afinal, vimos uma desvalorização considerável.

O valor de 1 bitcoin caiu de cerca de US$ 20.000 para 10.000. Entretanto a forte desvalorização não indica uma tendência de queda. De acordo com os especialistas consultados pela Valor, esse movimento é simplesmente o mercado das criptomoedas chegando ao equilíbrio. É normal que todo investimento inovador sofra uma euforia inicial por parte dos vendedores e, depois, desaqueça.

Por outro lado, se você quer contribuir para um futuro mais livre e ainda ter a possibilidade de altos ganhos, é hora de você acompanhar mais de perto as criptomoedas. Para além disso, é sempre interessante acompanhar uma tendência tão disruptiva que pode gerar mais uma revolução no cenário da transformação digital. Já consegue imaginar um cenário em que não haverá mais dinheiro impresso, mas somente criptomoedas? Ou mesmo quantum cryptocurrencies?

Quer saber mais detalhes sobre as atuais tecnologias que tornam as criptomoedas tão seguras e anônimas? Então, não deixe de conferir o nosso artigo sobre o Hashgraph, um dos candidatos para substituir o Blockchain

Tiago Magnus

Fundador do Transformação Digital Tiago Magnus atuou nos últimos 10 anos em projetos digitais, trabalhando com marcas como Lenovo, Carmen Steffens, Mormaii, VTEX, Carrefour, Centauro, entre outras, e como sócio de uma das principais agências digitais do Brasil. Hoje, é Diretor de Transformação Digital na ADVB e Fundador do TransformacaoDigital.com.

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