Big Data na Medicina: como promover saúde através de dados?

Entenda os impactos do Big Data na medicina

A tecnologia aplicada à área da saúde tem trazido inúmeros benefícios para os profissionais da área, tanto para o diagnóstico das doenças, quanto para o tratamento de doenças.

Devido a esses avanços tecnológicos, uma ferramenta tem ganhado um destaque especial, o Big Data. Esta tem se tornado essencial para trazer ainda mais precisão para as tomadas de decisões na área da saúde, o que pode salvar vidas.

O uso da tecnologia de Big Data, além de auxiliar o diagnóstico e tratamento dos pacientes, tem influenciado o posicionamento da clínica em um mercado cada vez mais concorrido. Esse destaque maior em relação aos “concorrentes” é possível porque os administradores da clínica, médicos ou profissionais da área da saúde, conseguem elaborar metas a curto, médio e longo prazo, analisando o cenário atual e as tendências para o futuro.

Entenda aqui os impactos do Big Data na medicina e todos os seus benefícios para área da saúde:

O que é Big Data na medicina?

O surgimento do Big Data ocorreu há alguns anos, e representa grandes conglomerados de informações que são compiladas em banco de dados ou softwares, com o objetivo de criar tendências e melhorar o conhecimento sobre a gestão.

Existe uma diferença entre o Big Data e outras formas de obtenção de informações, sendo que as principais estão relacionadas com: volume, velocidade, variedade, variabilidade e complexidade.

Dessa forma, as empresas estão constantemente em busca de informações que tornam os processos de gestão mais eficientes, possibilitando a geração de insights de como reduzir os custos, economizar tempo, desenvolver novos produtos, e tornar as decisões mais inteligentes.

Quais os benefícios do Big Data na medicina?

01. Comprovação científica

A área da medicina é bastante complexa e está diretamente relacionada com a vida das pessoas. Dessa forma, existe uma busca constante de melhorar a eficiência e a qualidade, tanto em relação aos diagnósticos, quanto ao tratamento dos pacientes.

Através do Big Data é possível gerar uma melhor documentação, análise de dados, métodos estatísticos e matemáticos para a obtenção de dados relevantes para a área da saúde. Isso, como consequência, promove melhores resultados para os profissionais da saúde, pacientes e indústrias farmacêuticas.  

02. Desenvolvimento de medicamentos

O  Big Data pode auxiliar de forma significativa a indústria farmacêutica, acelerando as pesquisas de novos medicamentos, tratamentos farmacológicos e possíveis reações a utilização desses fármacos.

O seu uso é eficiente para essa área, já que é possível obter grande quantidade de informações dos pacientes. Com isso, o tempo de pesquisa é reduzido, além do custo ser bem menor quando comparado com outros métodos de desenvolvimento de medicamentos.

03. Combate às epidemias

As epidemias causam grandes impactos para a saúde pública dos países. Com o cruzamento de dados de localizações, viagens e prescrições médicas é possível verificar a rota da epidemia e fazer melhores análises de combate das doenças tanto localmente quanto para uma escala global.

Além disso, os governos e as autoridades da saúde conseguem tomar ações práticas para o controle e combate de doenças como dengue, febre amarela, ebola, entre outras.  

O HealthMap é um exemplo bastante interessante que promove essa contenção de epidemias por meio do uso de dados dos sistemas de saúde e da Organização Mundial de Saúde. Dessa forma, qualquer pessoa tem acesso ao avanço de doenças mapeadas em todo o mundo. Os governos também conseguem avaliar melhor as informações, promovendo ações de contenção dessas doenças.  

04. Redução de custos em clínicas

Através de uma gestão pautada em dados, os administradores de clínicas e gestores de hospitais conseguem analisar melhor os projetos que serão colocados em prática, possibilitando um direcionamento de ações mais focado

Dessa forma, as atividades desenvolvidas nas clínicas e hospitais tendem a ficar mais baratas, não ocasionando prejuízo à qualidade e eficiência do serviço. Ou seja, sem afetar o atendimento oferecido aos pacientes.

05. Internet das coisas

A internet das Coisas na Saúde já é uma realidade e apresenta diversos benefícios para a área. Muitos hospitais e instituições de saúde possuem seus equipamentos conectados à internet, permitindo que os dados sejam analisados de uma maneira mais fácil.  

O dados coletados por meio da IoT na saúde permitem um planejamento mais adequado das ações, como a manutenção adequada dos equipamentos, redução de custos e até mesmo melhoria em operações emergenciais.

Mas qual é a relação da IoT na saúde com o Big Data?

A IoT possibilita que um grande volume de dados sejam gerados de forma bastante detalhada no local em que se encontra. Já o Big Data garante que todos estes dados sejam armazenados e permite uma combinação desses dados com outras fontes, facilitando dessa forma as correlações e análises.

06. Personalização da medicina

Com o Big Data é possível realizar um maior cruzamento de dados em relação aos procedimentos médicos, trazendo mais insumos e dados para que o profissional de saúde possa identificar quais tipos de tratamentos são melhores para determinado tipo de pessoa.

Atualmente, no mundo, existem diversas iniciativas que buscam identificar os dados do DNA das pessoas com o objetivo de desenvolver a medicina de precisão. Um dos centros pioneiros a desenvolver uma pesquisa de dados para a medicina de precisão foi o Instituto Nacional de Saúde (NIH), nos Estados Unidos.

O Brasil também possui um banco de dados com as informações genéticas da população, o qual foi elaborado pelo BIPMED (Iniciativa Brasileira de Medicina de Precisão). O principal objetivo desse banco é geração de conhecimento sobre as variações genéticas encontradas na população brasileira, possibilitando o desenvolvimento de tratamentos personalizados.

Além de escolher o tipo de tratamento que pode ser mais eficaz para determinado tipo de paciente, há também uma redução dos riscos de erros em procedimentos cirúrgicos, medicamentos, ou até mesmo internações.

A adoção disseminada de dados possibilita também um maior compartilhamento de informações e mais eficácia na saúde como um todo, em todas as regiões.

CEO na iClinic

Felipe Lourenço é especialista em Informática e Gestão em Saúde pela Universidade de São Paulo (USP). É co-founder & CEO do iClinic, um software online de gestão que organiza as informações de clínicas e consultórios de maneira simples e intuitiva, tornando os processos mais inteligentes e produtivos.