A Transformação Digital é uma série de micro-revoluções

Entenda como trilhar a Transformação Digital através de microrevoluções

Quando falamos de Transformação Digital, muita gente imagina um cenário bastante disruptivo, em que a empresa muda instantaneamente de acordo com o avanço tecnológico. No entanto, isso está longe de ser verdade: a Transformação Digital pretende mudar a cultura das empresas para que elas estejam preparadas a implementar rapidamente pequenas mudanças em seus processos através de novas soluções tecnológicas. A isso, podemos dar o nome de micro-revoluções.

Desse modo, as empresas garantem uma constante adaptação às ferramentas mais novas do mercado e mantêm sua vantagem competitiva. Devido à sua importância, vale a pena entender melhor esse conceito:

O que é uma micro-revolução?

O objetivo por trás das micro-revoluções é bem simples: em vez de gastar muita energia preparando amplas revoluções, que geralmente são demoradas e caras, as empresas devem realizar mudanças incrementais rapidamente para acumular grandes resultados.

No modelo antigo, as empresas realizam grandes implementações tecnológicas esporadicamente, demorando anos para mudar seu cenário. Com a Transformação Digital, por outro lado, novas soluções são lançadas a cada dia e, caso a empresa gaste muito tempo, dinheiro e energia para implementar determinada tecnologia, há chances de que ela se torne ultrapassada em alguns anos e tudo tenha sido em vão.

A ideia aqui é outra: a empresa realiza pequenas implementações rápidas com o que há de mais avançado naquele momento. Além disso, ela instaura uma cultura de constante inovação, em que os funcionários se tornam habituados a mudar os processos e os comportamentos com a chegada de cada novidade.

Qual é o cenário?

Em relatório lançado pela Harvard Business Review, 84% dos CEOs de hoje acreditam que um cenário de ruptura digital é iminente. Por isso, quase metade deles também acredita que seu modelo de negócios estará obsoleto até 2020 — ou seja, daqui aproximadamente 2 anos.

Aí, surge um grande paradoxo: pelo que vemos hoje em dia, a maioria das empresas não tem um plano para se transformar digitalmente. Elas parecem não compreender totalmente o estado atual de sua própria maturidade digital. Desse modo, não são capazes de perceber o potencial que um futuro digital traria para os seus resultados. Como consequência, não percebem também o estado da indústria em sua totalidade e o de seus concorrentes.

Como as mudanças têm sido incrementais e graduais, se você não adotar uma política de transformação digital e micro-revoluções, sua empresa perderá espaço no mercado de forma gradativa. Assim, quando você se der conta, os seus concorrentes estarão em estágios avançados de maturidade digital enquanto sua empresa está apenas engatinhando. E o pior: você só perceberá que ficou para trás quando for tarde demais, uma vez que as mudanças são sutis.

Por essa razão, é importante planejar o seu caminho pela Transformação Digital desde já. Com isso, você terá uma trajetória segura para realizar uma disruptura menos agressiva à cultura atual da sua empresa. Acompanhe as dicas que daremos a seguir para esse processo.

O que impede uma empresa de trilhar sua Transformação Digital por meio das micro-revoluções?

Fazer uma transformação digital incompleta

Em qualquer artigo ou trabalho renomado sobre Transformação Digital, você verá uma palavra importantíssima: disrupção. De acordo com o dicionário Michaelis, esse vocábulo tem dois significados principais:

1. Ato ou efeito de romper(-se); dirupção, fratura.
2. Quebra de um curso normal de um processo.

Ou seja, é uma palavra que indica um rompimento com modelos passados, uma mudança completa de curso, para algo inédito. Isso implica que deve haver uma quebra de padrões de ponta a ponta nas empresas. Não é somente a implementação de algumas tecnologias. É uma mudança de cultura, na qual devem estar incluídos os colaboradores, os processos, as operações, a forma de negociar, etc.

O erro mais frequente das empresas no momento de implementar a Transformação Digital é o de ficarem presas simplesmente à otimização das suas operações. Elas modernizam apenas seus aplicativos de negócios, centros de dados ou infraestrutura de rede e, então, elas param.

A disrupção pouco tem a ver com a otimização constante de processos: a energia elétrica não surgiu de uma evolução da vela. Os objetivos são os mesmos, mas as soluções são completamente diferentes.

Otimizar operações e criar eficiência é apenas uma etapa facilitadora de um roteiro de Transformação Digital — não é tudo, e não os levará em sua jornada digital, na qual é preciso repensar tudo, desde como trabalhamos e o futuro das experiências dos clientes, até produtos e modelos de negócios.

Não adotar uma abordagem científica e séria sobre transformação digital

Um dos grandes erros das empresas ao implementar tecnologias e novos processos, é não acompanhar o desenvolvimento dos resultados. Sem isso, você jamais saberá se uma determinada medida teve um efeito negativo ou positivo sobre seu negócio. Por isso, um dos primeiros passos de qualquer estratégia de Transformação Digital é analisar o estado atual da empresa antes da implementação da disrupção.

Desse modo, a cada micro-revolução, você saberá o que melhorou e piorou, identificando os erros e os acertos das suas estratégias para planejar a próxima micro-revolução. As empresas falham por não agregarem seus dados em uma única estratégia coesa e com metas claras. Isso faz com que eles tomem decisões a partir de dados fragmentados, o que pode levar a resultados desastrosos.

Uma das principais vantagens desta nova era é que ela implementa a filosofia de ver a empresa em sua totalidade, em vez da antiga visão departamental. Afinal, uma corporação é maior que a soma dos seus diversos setores.

Não estabelecer uma cultura digital voltada para as micro-revoluções

O terceiro elemento — e, talvez, mais crítico — é não determinar uma cultura digital que se prepare para micro-revoluções (experimentações rápidas). Para uma cultura de Transformação Digital bem-sucedida, é necessário operacionalizar as responsabilidades das equipes para se ajustarem a mudanças rápidas.
A filosofia por trás das micro-revoluções é bem simples: em vez de realizar uma grande mudança, para a qual suas equipes provavelmente demorarão muito tempo para se adaptar, devemos prepará-las para absorver rapidamente transformações menores. Em outras palavras, todos deverão se acostumar com uma cultura de pequenas mudanças, rápidas e constantes, em vez de grandes, lentas e esporádicas.

É isso que o mercado pede hoje em dia. Antigamente, não havia uma profusão de mudanças a cada instante. Com isso, a sua empresa poderia implementar uma tecnologia e esperar alguns anos até que ela se tornasse pouco competitiva. Hoje em dia, por outro lado, a evolução tecnológica dá grandes passos a cada ano. Então, se você adotar um processo mais lento de inovação, você perderá o destaque no mercado rapidamente.

Portanto, adotar uma filosofia de micro-revoluções constantes e rápidas é a melhor resposta que você pode dar ao mercado. Seus competidores provavelmente ainda contam com uma antiga visão do uso estratégico da tecnologia. Já você, ao conhecer como funciona a Transformação Digital, tem a oportunidade de aproveitar o cenário atual de uma forma única e otimizada.

Para iniciar uma estratégia de adaptação a este cenário, voltada às micro-revoluções, entenda à fundo o papel fundamental da Maturidade Digital nas empresas!

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Equipe TD