É impossível falar sobre o futuro do setor financeiro sem mencionar as fintechs. O investimento nesse tipo de tecnologia é crescente no mundo todo, e chegou a cerca de 12 bilhões de dólares no início de 2015. A previsão é de que esse valor aumente cada vez mais.

Fintechs são empresas menores que as instituições financeiras tradicionais, mas que, por meio da inovação tecnológica, oferecem serviços capazes de substituí-las, como empréstimos, financiamento de capital e consultoria para finanças pessoais e empresariais. Elas representam a disrupção digital no mercado financeiro.

Seus impactos são tão grandes que nós, brasileiros, já podemos contar com os serviços de milhares delas por aqui, como vemos neste mapa feito pela Finnovation:

O que são Fintechs - Mapa de Fintechs no Brasil
Fonte: Finnovation

Em outro material que fizemos, sobre o futuro das fintechs no Brasil, mencionamos que os bancos, atualmente, têm controle sobre 84% de todos os empréstimos realizados no país. Imagine poder mudar essa realidade e administrar seu dinheiro sem necessariamente ter que ficar sujeito às taxas dessas instituições.

Bem, as startups do mercado financeiro prometem abalar a soberania dos modelos tradicionais, modernizando a relação dos clientes com suas finanças e tornando os serviços cada vez mais acessíveis. Entenda melhor como as fintechs estão mudando o mundo!

Conheça a mudança das fintechs na prática

Podemos dizer que as fintechs têm operado suas transformações em duas dimensões: pessoas e empresas.

Pessoas

Em meio à transformação digital que vivemos na esfera pessoal, com acesso constante a smartphones e com internet disponível a todo momento, cada aspecto de nossa rotina sofre a influência desses novos hábitos.

Talvez estejamos nos tornando até um pouco mais impacientes, porque, de fato, tudo fica bem mais fácil com o auxílio dessas modernidades.

Com isso, ir ao banco se transformou em uma tarefa ainda mais odiada, não só porque é realmente desagradável enfrentar longas filas, mas porque, muitas vezes, o tempo que temos disponível é escasso.

Sendo assim, o novo perfil de cliente é aquele que prefere fazer a gestão de sua vida financeira por meio de aplicativos ou sites, incluindo transações, pagamentos e até investimentos.

Além de oferecerem essas soluções, já existem fintechs focadas em melhorar problemas relacionados a fundos reservados para aposentadoria. Isso atrai pessoas que busquem taxas menores do que as cobradas por consultores financeiros e corretoras.

Empresas

Empresas pagam contas, pegam empréstimos, controlam o fluxo de receita, ou seja, fazem tudo o que uma pessoa física faz. No entanto, além dessas responsabilidades, as organizações empregam profissionais para alcançar determinado objetivo e, muitas vezes, precisam de investimento externo.

Administrar um patrimônio complexo requer uma atenção mais específica.

Em geral, alguém que queira abrir um negócio procura uma instituição bancária para conseguir um empréstimo e fica sujeito às condições que o banco oferece. No mundo das fintechs, isso tende a diminuir, já que outras possibilidades de captar investimentos entram no jogo, como é o caso do crowdfunding.

Isso significa que o futuro das empresas está completamente atrelado à transformação digital, e esse fenômeno é o ingrediente principal de um contexto organizacional mais eficiente e simplificado.

Do ponto de vista dos funcionários, existe, ainda, a questão do bem-estar financeiro. Então, surgem nomes como a HelloWallet, cujo trabalho consiste em auxiliar os colaboradores de uma empresa a administrar seus recursos financeiros, ao mesmo tempo em que ajuda os gestores a atender às necessidades de suas equipes.

Esse tipo de serviço pode ser adaptado para diferentes dispositivos e oferece funções como acesso a contas e saldos distintos, metas emergenciais e personalizadas de economia, orientação financeira holística e independente, informações sobre planos de benefícios que o empregador disponibiliza e controle sobre investimentos individuais.

Os impactos já sentidos

Tudo isso mostra por que as startups do mercado financeiro são uma verdadeira ameaça a bancos e seguradoras que não trazem novas soluções para seus clientes.

Conscientes disso, as grandes potências do setor têm investido tanto em produtos inovadores quanto nas próprias fintechs, para que trabalhem com serviços de seu interesse.

Essas novas condições, associadas à macroeconomia, facilitam o empreendedorismo digital, abrindo espaço para empresas que queiram desburocratizar os serviços financeiros.

As fintechs estão mudando o mundo porque mexem com o que há de mais importante na economia. Ao contrário do que você pode estar pensando, não é o dinheiro. É a forma como as pessoas o usam.

Não está convencido? Veja, então, o que o mais recente Nobel da Economia, Richard Thaler, fala sobre o comportamento humano na definição do mercado financeiro.

Eduardo Wolkan

Cofundador do TransformaçãoDigital.com. Eduardo Wolkan é bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com ênfase em marketing e comportamento do consumidor. Entusiasta do meio digital e fascinado pela internet, fez do hobby sua profissão e hoje atua com projetos de transformação digital para empresas tradicionais.

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