Marketplaces: transformando o modelo de negócio do varejo

Entenda o que são marketplaces e quais seus benefícios

Você já ouviu falar em marketplaces? Esse modelo de negócios está trazendo grande impacto para o setor de varejo, e transformando a maneira com que grandes e pequenas empresas vendem seus produtos.

Com a evolução da transformação digital e a chegada das novas tecnologias, o modo de vender produtos e serviços vem passando por uma grande alteração, sendo que, pequenas, médias e grandes empresas cada vez mais devem comeptir de igual para igual.

Aqui, vamos falar um pouco sobre o que são os marketplaces, como eles funcionam, além, é claro, de como eles podem ajudar a sua empresa a vender mais.

O que é um marketplace

Você pode não saber realmente o significado do termo marketplace mas, com certeza, já deve ter navegado por um ou até mesmo realizado uma compra através deles. O modelo consiste em uma plataforma que reúne vendedores e compradores, servindo apenas de intermediário para um negócio.

Você já deve ter ouvido falar no Mercado Livre, não é mesmo? No site existe oferta de praticamente tudo, mas, na verdade, eles não vendem nada! Isso porque a plataforma apenas realiza o encontro entre os vendedores e compradores de uma forma simplificada, recebendo comissões sempre que um negócio é fechado.

Por incrível que pareça, dentro da plataforma do Mercado Livre é possível encontrar páginas de vendas de grandes varejistas do país, e isso acontece por um motivo simples: essas empresas querem alcançar mais público e veem nos marketplaces uma ótima oportunidade para isso.

É fácil de entender essa debandada de grandes varejistas para as plataformas de marketplace uma vez que tomarmos como exemplo os números da Amazon, que conta com mais de 300 milhões de usuários ativos em seu site.

Como funciona

Diferentemente do modelo comum de comércio eletrônico, os marketplaces transferem toda a responsabilidade de manutenção de estoque, formação de preços, descrição de produtos e logística de entrega aos vendedores que utilizam a plataforma.

Mesmo que existam diversos modelos de aplicação para a criação de um mercado virtual de vendas, o funcionamento básico de uma plataforma envolve a possibilidade de que vendedores possam se conectar com interessados em adquirir seus produtos e serviços, com a transação sendo intermediada e garantida pelo marketplace.

Ou seja, as plataformas exibem o produto ofertado pelos vendedores, coletam pedidos e pagamentos de compradores, rastreiam as entregas realizadas, e liberam os valores quando ambas as partes estão satisfeitas, recebendo, em troca, uma taxa para custeio de sua operação.

É comum que vendedores em marketplaces também mantenham seus próprios sites, nos quais geralmente oferam um preço melhor devido à inexistência de taxas, mas que se associam a outras plataformas em busca da confiabilidade do sistema e maior tráfego.

Quais suas variáveis

Existem diversos modelos de marketplace no mercado a depender do público-alvo que o lojista espera atingir. Como dito, uma plataforma pode vender produtos, serviços ou ambos, e focar em pessoas físicas ou jurídicas. Confira algumas variáveis:

B2B: Transaction between companies (Transações entre empresas)

Nesse modelo, temos um markeplace composto por empresas focadas em vender seus produtos e serviços para outras empresas, no qual não há interesse pela atração de pessoas físicas. Aqui, é comum que a plataforma cobre de ambos os lados para intermediar a transação. Atuando na área de vestuário com o intuito de ligar fornecedores e clientes está o Atacado.Moda.

B2C: Transaction between companies and individual (Transações entre empresas e pessoas)

Os marketplaces focados em realizar transações de empresas para pessoas, ou seja, reúnem companhias que estão ofertando seus produtos diretamente aos clientes, e utilizando da plataforma para realizar a intermediação da venda. Geralmente são cobradas taxas de quem vende. Podemos citar como exemplo o site do Magazine Luíza.

C2B: Transaction between customer and company (Transações entre pessoas e empresas)

Nesse modelo de negócios, que vem se tornando cada vez mais comum devido à transformação digital, o consumidor cria algum tipo de valor que pode ser consumido e pago pela empresa. As taxas são pagas por quem consome. O Glassdoor é um portal de empregos que reúne uma grande quantidade de informações ofertadas por clientes que querem contribuir para o seu crescimento.

C2C: Transaction between customer and customer (Transações entre pessoas)

Aqui se encaixam as plataformas que permitem que consumidores comuns vendam seus itens ou realizem trocas, mesmo que não sejam pessoas jurídicas. A Olx é um exemplo de marketplace desse tipo, e o próprio Facebook lançou uma funcionalidade que permite esse comércio dentro de sua rede social. Os valores de manutenção vêm da propaganda e anúncios.

B2E: Transaction between business to employee (Transações entre empresas e empregados)

Esse modelo é um dos mais interessantes, pois permite o comércio fechado de produtos de uma empresa para seus próprios funcionários, algo, geralmente, acompanhado de alguma vantagem, como descontos. A Udacity não é totalmente focada em B2E, mas ela realiza uma política de descontos para os funcionários que desejam realizar algum curso em sua plataforma.

Por que adotar

Existem várias vantagens em criar seu próprio marketplace, aproveitando algum nicho de mercado inexplorado, ou se associando a alguns dos já existentes hoje. O principal ponto de interesse é com certeza o fluxo muito maior de consumidores, uma vez que o cliente pode encontrar tudo o que procura em um só lugar, ao invés de ficar navegando por vários sites.

Além disso, pequenas empresas podem realizar a venda de seus produtos online sem a necessidade de criar um site próprio e investir em equipamentos, colaboradores e manutenção.

Quais os marketplaces brasileiros

Alguns markeplaces vêm se destacando no mercado brasileiro e chamado a atenção por concentrar diversos vendedores, aumentando o fluxo de vendas e gerando muito mais negócios para quem faz parte dessa tendência. Entre eles estão.

B2W

O grupo B2W é composto pelos sites da Americanas, Submarino e Shoptime, concentrando ainda diversas pequenas e médias lojas, que anunciam seus produtos nessas plataformas como parceiros.

Mercado Livre

Dispensando apresentações, esse é com certeza o marketplace mais famoso do mercado entre os consumidores comuns. São mais de 154 milhões de usuários registrados, o que gera um alto número de transações diariamente na plataforma.

Via Varejo

Via Varejo é outro grupo que reúne grandes varejistas do mercado em sites como Casas Bahia, Ponto Frio, Loja HP e Extra. Além disso, assim como o B2W, também permite que outros vendedores utilizem a plataforma para vender seus produtos como parceiros.

O modelo de marketplaces é com certeza o futuro do varejo, uma vez que grandes varejistas já estão apostando nessa visão em busca de mais negócios, garantindo, assim, maior rentabilidade e número de vendas.

Para continuar aprendendo, confira agora mesmo outros novos modelos de negócio transformadores da era digital!