Consumo de tecnologia no Brasil: o que mudou em 20 anos?

O consumo de tecnologia no Brasil nos últimos 20 anos

O que mudou nos hábitos dos consumidores brasileiros nas últimas duas décadas? Estamos mais apegados ao digital? É fato que consumimos menos informação em papel? Assistimos mais ou menos à TV aberta? E à TV paga?

Essas e outras perguntas foram o mote da pesquisa “Raio X dos Brasileiros (EGM)”, da Ipsos, que trouxe 20 comparações relativas ao consumo nacional entre 1997 e 2017, em comemoração aos 20 anos de atuação do grupo no Brasil.

Dez delas, com a permissão da Ipsos Brasil, eu reproduzo aqui no Transformação Digital.

Presente em 88 países, com quase 17.000 colaboradores e 5.000 clientes, a Ipsos é a terceira maior empresa de pesquisas do mundo. Realizou, desde 1975, nada menos do que 47 milhões de entrevistas, sendo 20 milhões delas, online.

Mas, afinal, nesses 20 anos, o que mudou mesmo?

01. Nossa comunicação está mais móvel

Em 1997, apenas 9% dos brasileiros consultados carregavam um celular no bolso. Hoje, somos 84% a rodar “acessíveis” por aí.

02. Continuamos fiéis à TV

Alguns de nossos hábitos de consumo de mídia seguem quase inalterados em duas décadas, dentre eles, a fidelidade à TV. Vinte anos atrás, assistiam à TV 97% dos brasileiros; hoje são 92%.

03. Estamos (muito) mais conectados

Uma das coisas que mais mudaram nos hábitos de consumo dos brasileiros foi o acesso à internet. Em 2017, ele é mais do que 25 vezes maior do que há duas décadas (!!!). Os lares com acesso à internet eram 2%, contra 56% na atualidade.

04. Lemos menos jornais impressos

A queda na leitura de jornais impressos nos últimos 20 anos é expressiva e preocupante para o setor: em 1997, 50% dos brasileiros optavam por se informar pelo impresso. Hoje, eles representam quase a metade: 28%

05. E revistas impressas também…

Não foi só a leitura de jornais impressos que caiu nas últimas duas décadas. O consumo de revistas diminuiu substancialmente: de 58% em 1997, para 31%, na atualidade.

06. Assistimos mais à TV paga

A TV paga teve um crescimento expressivo nas últimas duas décadas: de 15% de telespectadores no passado, passando a 38%, hoje.

07. Mais cinema, por favor

O cinema continua uma opção de programa e entretenimento, indo quase sempre muito além de simplesmente ver um filme. O número de pessoas que frequentam os cinemas passou de 13% em 1997, contra 18%, na atualidade.

08. Mais desktops na mesa

Hoje, mais da metade dos lares brasileiros possuem ao menos um desktop – quatro vezes o número de computadores de 20 anos atrás: 13%, em 1997, contra 56%, em 2017.

09. A audiência do AM diminui

Os últimos 20 anos tiveram um grande impacto na audiência do rádio AM. O número de ouvintes caiu de 39% para apenas 12%, em duas décadas.

10. Os laptops ‘explodem’

Um dos maiores crescimentos dos últimos 20 anos foi o de pessoas que possuem laptops. Os usuários de notebooks saltaram de 1% para incríveis 22%, segundo a Ipsos.

Dos 20 dados comparativos da pesquisa EGM (Estudo Geral de Meios) da Ipsos, que ainda falou sobre consumo de água, refrigerante e saúde, o extrato que mais me animou foi a informação (superimportante) de que o número de adultos não-alfabetizados caiu quase pela metade, em duas décadas: de 20% (1997) para 12% (2017).

Sem educação, não há inclusão nem transformação, seja analógica ou digital.

Parabéns, Brasil!

Sócio-Diretor na Tawil Comunicação / Nº 1 LinkedIn Top Voices


Jornalista, radialista e escritor. Dirige a Tawil Comunicação, agência que fundou em 2010, em São Paulo. É vice-coordenador na Câmara de Comércio França-Brasil, conselheiro deliberativo do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, conselheiro consultivo do Grupo Comunique-se e do Adus | Instituto de Reintegração do Refugiado. Atua, ainda, como 1º Embaixador Corporativo Cabify Empresas no Brasil.