Ter dinheiro para o capital de giro e para investir no crescimento da empresa é uma busca constante dos empreendedores. Mas, enquanto os juros altos e a burocracia dos bancos afastam os pequenos empresários, as startups financeiras estão mudando esse jogo.

Por meio do empréstimo com fintechs (como são chamadas as startups financeiras), conseguir taxas mais baixas e condições simplificadas passou a ser uma alternativa para quem tem um negócio.

Entenda a seguir como essas startups funcionam, como se dão as operações de crédito e por que essa é uma modalidade segura de empréstimo para empresas.

O que são as fintechs?

As startups da indústria financeira são empresas que oferecem produtos e serviços de maneira acessível e barata por meio das novas tecnologias. Eles podem ser aplicativos para organização financeira, cartões de crédito, seguros ou plataformas de empréstimos para empresas.

A cada dia surgem novas propostas de fintechs que desafiam o mercado financeiro tradicional, trazendo muita inovação e melhorias para diversos públicos, sejam empresas ou pessoas. Essa concorrência é benéfica para o mercado como um todo, pois evita que as organizações fiquem inertes, oferecendo sempre os mesmos – e antiquados – serviços.

Segundo o Fintechlab, organização que acompanha o segmento no Brasil, existem ao menos 600 iniciativas no país, as quais receberam mais de R$ 2 bilhões em investimentos nos últimos anos. E esse número só tende a crescer com o passar do tempo.

Como funciona um empréstimo com fintech?

O Brasil é constantemente apontado como o país com os juros mais altos do mundo. E isso afeta diretamente o setor produtivo, que precisa de dinheiro barato para investir e crescer.

Diante das taxas praticadas por aqui, as startups financeiras viram uma oportunidade de oferecer empréstimos com menor custo e menos burocracia aos clientes.

Uma das soluções existentes é o empréstimo peer to peer (P2P), que pode acontecer de várias formas, seja com investimentos de pessoas em empresas e de pessoas para pessoas. Nele, um investidor disponibiliza seus recursos para determinado objetivo, que, em troca, devolve o montante com juros e em um prazo estipulado pelo tomador.

Independente da solução, o negócio é bom para os dois lados. Para quem empresta, porque consegue rentabilizar o dinheiro com excelentes rentabilidades, e para quem recebe, porque viabiliza o capital necessário a um menor custo.

Outro destaque para essa modalidade é o formato da negociação, que é feita por meio de uma plataforma online, criada e mantida pelas próprias fintechs. Os juros são prefixados e definidos no momento da negociação.

Enquanto nos bancos o custo do crédito para pessoa jurídica oscila de 5% a 10% ao mês, nas startups ele fica em torno de 2% ao mês. Em média, o dinheiro para os empresários fica disponível em 7 dias.

Por que o empréstimo com fintech é seguro?

Apesar da maior facilidade não significa que a operação não tenha as suas exigências.

Para poder operar, as fintechs têm de se adequar às normas do Sistema Financeiro Nacional, que são definidas pelo Banco Central. Nesse ponto, existem regulamentações claras para seguir, o que transmite mais segurança para os envolvidos nas operações.

Além disso, para obter os recursos, as micro, pequenas e médias empresas devem se cadastrar nas plataformas e passar por uma análise de risco de crédito. O processo ocorre por meio de consultas a bancos de dados de entidades de proteção ao consumidor, além de fontes não tradicionais, que vão além dos números para entender a capacidade de pagamento do tomador de crédito.

Se a modalidade de empréstimo for entre pessoas, o processo acontece de maneira semelhante, exceto que – normalmente – são solicitadas garantias para que o processo evolua. Carros, motos e casas, por exemplo, podem ser utilizados nesse sentido, o que transmite uma segurança para o investidor.

Após a solicitação, os tomadores têm ainda de passar pelo crivo dos investidores, que avaliarão o perfil e os serviços oferecidos pelos futuros tomadores. Com isso, conseguir um empréstimo com fintech se torna um negócio vantajoso para todas as partes envolvidas.

A transformação digital para melhorar o mundo

Em nosso mundo atual, cada vez mais teremos empresas criando disrupções no mercado e desafiando modelos naturalmente ultrapassados. 

Startups voltadas para a educação (edtechs), construção (construtechs), meios de pagamento (paytechs) e seguros (insurtechs), só para citar algumas, por exemplo, já estão trabalhando duro em suas expertises para entregar produtos e serviços cada vez melhores à sociedade.

Nesse sentido, o aprendizado rápido e a flexibilidade são diferenciais importantes para encarar grandes corporações e, desse modo, gerar uma concorrência verdadeira no mercado.

Portanto, a cada ano, teremos mais e mais empresas buscando soluções para problemas já tradicionais em nossa sociedade. E, no caso das fintechs, há muito espaço para empresas que queiram desafiar um modelo ultrapassado e pensado apenas para o lucro.

Por mais que ele seja importante para a continuidade do negócio, pensar de forma sustentável também é fundamental para criar uma sociedade mais justa, próspera e, principalmente, com empatia entre seus cidadãos.

Renato Pires

Head of Growth na IOUU, é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela FATEC de Itu, interior de São Paulo. Após anos atuando como desenvolvedor de software, migrou para o Marketing Digital, onde usa a tecnologia em conjunto com o marketing para ajudar no crescimento de empresas. Redator nas horas vagas, gosta de conteúdos bem escritos e que geram grande valor para os leitores.

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